segunda-feira, abril 06, 2026

VIGÍLIA DA PÁSCOA







“O Senhor ressuscitou; verdadeiramente ressuscitou!” Esta é a grande e mais alegre notícia que a Igreja comunica ao mundo. Sempre a comunicou e sempre continua e continuará comunicando em todos os tempos históricos da humanidade. Este é o grande Evangelho da Igreja: anunciar que Jesus ressuscitou. Por isso, com alegria e juntamente com a Igreja presente no mundo inteiro, hoje cantamos: “aleluia”, o Senhor verdadeiramente ressuscitou. Deus demonstra, pela ressurreição de Jesus, que sua fidelidade existe antes de tudo existir e continuará existindo por todo sempre. É assim que cantávamos no salmo responsorial da 1ª leitura (Sl 32): “reta é a Palavra do Senhor e tudo que ele diz merece fé”. Tudo que Deus promete merece fé, porque Deus é fiel. Prometeu que seu Filho não seria esquecido na morte e, por isso a ressurreição é a maior de todas as provas da fidelidade divina. Eis um motivo forte o bastante para colocarmos toda nossa confiança na promessa divina porque Deus é fiel e sua fidelidade é para todo sempre.

Por que a ressurreição de Jesus é tão importante? Porque pela ressurreição Deus destrói o poder da morte. Graças a ressurreição de Jesus nunca mais morreremos. Este corpo no qual vivemos sofrerá a velhice e, certamente, desaparecerá, mas essa morte corporal não é forte suficiente para matar a vida que recebemos de Deus; graças a ressurreição de Jesus, a morte perdeu o seu poder. Por causa da ressurreição de Jesus, nós viveremos para sempre, somos destinados a participar da vida divina, que é vida eterna. A fidelidade de Jesus até a morte proporcionou esse grande presente de eternidade para cada um de nós e para toda a humanidade: a morte não pode nos matar porque Jesus a destruiu. O símbolo da destruição da morte, ouvimos no Evangelho, encontra-se na sepultura vazia e na mensagem do anjo às mulheres com uma única orientação: “alegrai-vos!” Alegrar-se porque o Senhor ressuscitou e por isso eu não morrerei, mas viverei eternamente com Deus.

Minha mensagem pascal quer ser bem clara nesta Solene e alegre Vigília: a fidelidade do Pai, revelada e demonstrada na ressurreição de Jesus, trouxe para a vida de cada um de nós a graça da eternidade. Isso, em modo de reconhecimento, exige de nós uma vida marcada pela fidelidade, como refletimos nos dias do Tríduo, uma vida marcada pela gratidão que se traduza praticamente em ser fiel ao projeto divino. Diante do Mistério da ressurreição de Jesus, especialmente naquilo que causa em nossas vidas — essa impossibilidade de sermos atingidos pela morte — a vida cristã se caracteriza em viver na fidelidade ao Evangelho e dando graças a Deus pelo dom da eternidade. São Paulo, na epístola, incentiva e orienta-nos como viver na fidelidade e em ação de graças com três atitudes: viver de modo novo, viver como Jesus viveu e morrer para o pecado, como condição de viver em Deus porque temos em nós a semente da vida eterna. Quem compreende o dom da ressurreição de Jesus na sua vida caminha na estrada de Jesus, que é caminho de vida plena. Feliz Páscoa, quer dizer, feliz vida nova; vida que vem da ressurreição de Jesus e, por isso dom da vida eterna na sua vida pessoal, na vida da sua família, na vida da nossa comunidade. Aleluia!