“O
Senhor ressuscitou; verdadeiramente ressuscitou!” Esta é a grande e mais alegre
notícia que a Igreja comunica ao mundo. Sempre a comunicou e sempre continua e
continuará comunicando em todos os tempos históricos da humanidade. Este é o
grande Evangelho da Igreja: anunciar que Jesus ressuscitou. Por isso, com
alegria e juntamente com a Igreja presente no mundo inteiro, hoje cantamos:
“aleluia”, o Senhor verdadeiramente ressuscitou. Deus demonstra, pela
ressurreição de Jesus, que sua fidelidade existe antes de tudo existir e
continuará existindo por todo sempre. É assim que cantávamos no salmo
responsorial da 1ª leitura (Sl 32): “reta é a Palavra do Senhor e tudo que ele
diz merece fé”. Tudo que Deus promete merece fé, porque Deus é fiel. Prometeu
que seu Filho não seria esquecido na morte e, por isso a ressurreição é a maior
de todas as provas da fidelidade divina. Eis um motivo forte o bastante para
colocarmos toda nossa confiança na promessa divina porque Deus é fiel e sua
fidelidade é para todo sempre.
Por
que a ressurreição de Jesus é tão importante? Porque pela ressurreição Deus
destrói o poder da morte. Graças a ressurreição de Jesus nunca mais morreremos.
Este corpo no qual vivemos sofrerá a velhice e, certamente, desaparecerá, mas
essa morte corporal não é forte suficiente para matar a vida que recebemos de
Deus; graças a ressurreição de Jesus, a morte perdeu o seu poder. Por causa da
ressurreição de Jesus, nós viveremos para sempre, somos destinados a participar
da vida divina, que é vida eterna. A fidelidade de Jesus até a morte
proporcionou esse grande presente de eternidade para cada um de nós e para toda
a humanidade: a morte não pode nos matar porque Jesus a destruiu. O símbolo da
destruição da morte, ouvimos no Evangelho, encontra-se na sepultura vazia e na
mensagem do anjo às mulheres com uma única orientação: “alegrai-vos!”
Alegrar-se porque o Senhor ressuscitou e por isso eu não morrerei, mas viverei
eternamente com Deus.
Minha
mensagem pascal quer ser bem clara nesta Solene e alegre Vigília: a fidelidade
do Pai, revelada e demonstrada na ressurreição de Jesus, trouxe para a vida de
cada um de nós a graça da eternidade. Isso, em modo de reconhecimento, exige de
nós uma vida marcada pela fidelidade, como refletimos nos dias do Tríduo, uma
vida marcada pela gratidão que se traduza praticamente em ser fiel ao projeto
divino. Diante do Mistério da ressurreição de Jesus, especialmente naquilo que
causa em nossas vidas — essa impossibilidade de sermos atingidos pela morte — a
vida cristã se caracteriza em viver na fidelidade ao Evangelho e dando graças a
Deus pelo dom da eternidade. São Paulo, na epístola, incentiva e orienta-nos
como viver na fidelidade e em ação de graças com três atitudes: viver de modo
novo, viver como Jesus viveu e morrer para o pecado, como condição de viver em
Deus porque temos em nós a semente da vida eterna. Quem compreende o dom da
ressurreição de Jesus na sua vida caminha na estrada de Jesus, que é caminho de
vida plena. Feliz Páscoa, quer dizer, feliz vida nova; vida que vem da
ressurreição de Jesus e, por isso dom da vida eterna na sua vida pessoal, na
vida da sua família, na vida da nossa comunidade. Aleluia!



































