terça-feira, junho 30, 2020

SOLENIDADE DE SÃO PEDRO E SÃO PAULO

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A história de Pedro que hoje nos é proposta garante-nos que, nos momentos de perseguição e de oposição, o nosso Deus não nos abandona. Ele será sempre uma presença reconfortante e libertadora ao nosso lado, dando-nos a coragem para continuarmos a nossa missão e para darmos testemunho dos valores do Reino. O cristão não tem medo porque sabe que Deus está com ele e que, por isso, nenhum mal lhe acontecerá.

"Você se senta e reclama , ou você se levanta e enfrenta os problemas" 


Paulo foi uma das figuras que marcou, de forma decisiva, a história do cristianismo. Ao olharmos para o seu exemplo, impressiona-nos como o encontro com Cristo marcou a sua vida de forma tão decisiva; espanta-nos como ele se identificou totalmente com Cristo; interpela-nos a forma entusiasmada e convicta como ele anunciou o Evangelho em todo o mundo antigo, sem nunca vacilar perante as dificuldades, os perigos, a tortura, a prisão, a morte; questiona-nos a forma como ele quis viver ao jeito de Cristo, num dom total aos irmãos, ao serviço da libertação de todos os homens. Paulo é, verdadeiramente, um modelo e um testemunho que deve interpelar, desafiar e inspirar cada crente.

 O caminho que Paulo percorreu continua a não ser um caminho fácil. Hoje, como ontem, descobrir Jesus e viver de forma coerente o compromisso cristão implica percorrer um caminho de renúncia a valores a que os homens dos nossos dias dão uma importância fundamental; implica ser incompreendido e, algumas vezes, maltratado; implica ser olhado com desconfiança e, algumas vezes, com comiseração… Contudo, à luz do testemunho de Paulo, o caminho cristão vivido com radicalidade é um caminho que vale a pena, pois conduz à vida plena



"Combati o bom combate ....guardei a fé" .



“E vós, quem dizeis que Eu sou?” É uma pergunta que deve, de forma constante, ecoar nos nossos ouvidos e no nosso coração. Responder a esta questão não significa papaguear lições de catequese ou tratados de teologia, mas sim interrogar o nosso coração e tentar perceber qual é o lugar que Cristo ocupa na nossa existência… Responder a esta questão obriga-nos a pensar no significado que Cristo tem na nossa vida, na atenção que damos às suas propostas, na importância que os seus valores assumem nas nossas opções, no esforço que fazemos ou que não fazemos para O seguir… Quem é Cristo para mim? 

"Solidão não é estar só , é estar vazio"  : TU ÉS O CRISTO , E EU NÃO ESTOU SÓ E NEM TÃO POUCO VAZIO















segunda-feira, junho 29, 2020

104 ANOS DA PRIMEIRA MISSA CELEBRADA NA IGREJA DE SÃO CONRADO

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Benção com a relíquia de são conrado de constança





Muitos vão à missa com a expectativa de tirar proveito dela, mas o que se obtém na missa depende de que tipo de mudança a pessoa está disposta a fazer antes, durante e depois da celebração, porque o que você dedica à missa determina o que você obterá dela.

Permita-me dar 8 sugestões que me ajudaram a tirar mais proveito da missa:


1. Prepare-se adequadamente para a missa

– Leia e estude as leituras antes de ir à missa, e escute com atenção quando se proclama a Palavra.
– Estude os ensinamentos da Igreja. Quanto mais você conhecer Jesus e sua Igreja, mais os amará. Não se pode amar o que não se conhece.
o_banquete_do_cordeiro– Confesse-se regularmente. Isso lhe ajudará a preparar-se espiritualmente.
– Reze todos os dias. Sem oração não pode haver vida espiritual!
– Vista-se de maneira apropriada. Você vai se encontrar com o Rei dos Reis. Não se vista como se fosse a um simples jantar, a uma balada ou a uma aula. É uma ocasião especial.
– Chegue a tempo e sente-se nos primeiros bancos. Menos distrações e mais tempo para a oração antes da missa.
– Uma vez na igreja, não fique conversando nem observando as pessoas. Reze.


2. Tenha uma atitude adequada

– Não espere algo divertido. Você está na missa para oferecer a Deus adoração e receber a graça.
– Busque Deus em cada momento da missa.
– Não permita que as distrações externas atrapalhem sua paz interior.
– Encontre na pregação uma informação preciosa para levar para casa.


3. Participe plenamente

– Responda às orações e reze com vontade. Dê o seu melhor a Deus e não se preocupe pelo que os outros vão pensar.
– Lembre-se de que a missa não é um momento para as relações sociais.
– Ofereça a Deus sua dor e seu sofrimento, sua alegria e suas orações.


4. Escute a Palavra de Deus e deixe transformar por ela

– Você está aberto a que Deus o transforme? Se não estiver, não vai se transformar.
– Escute a Palavra que se proclama e deixe que ela o desafie.
– Procure algum aspecto da homilia para aplicar durante a semana.


5. Conheça, compreenda e proclame sua fé

– Não se limite a recitar o Credo: proclame-o compreendendo o que está dizendo.

6. Dê o dízimo

– Se todo católico desse do dízimo, imagine tudo o que poderia ser feito.
– Sim, é nosso dever sustentar a Igreja, mais por nossa fé que pela Igreja em si.
– A maioria das pessoas dá uma “esmola”, não o dízimo. Dê o dízimo, não uma esmola.
– Dar o dízimo ajuda a ordenar corretamente os dons que Deus nos deu.


7. Ao comungar, entenda o que você está fazendo

– Você está assimilando o Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Deus.
– Está se unindo ao céu na terra.
– Tenha reverência.
– Compreenda que Ele está em todos os que O receberam.


8. Fale sobre Deus às pessoas

– Agora você tem o poder de evangelizar (compartilhar a Boa Notícia de Jesus), que é o motivo pelo qual a Igreja existe.

“Se realmente compreendêssemos a missa, morreríamos de alegria” (São João Maria Vianney).

















29/6/1916 - 29/6/2020. 104 anos da primeira missa celebrada na Igreja de São Conrado

sábado, junho 27, 2020

106 ANOS DA IGREJA DE SÃO CONRADO

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Hoje dia 27 de junho comemoramos 106 anos da benção da pedra fundamental da Matriz de São Conrado. Projeto e construção do comendador Conrado Jacob de Niemayer para antiga fazenda e Praia da Gávea. Agradecemos a Deus todos os benefícios que por meio desse templo sagrado paroquianos e moradores recebem através das celebrações litúrgicas que nos religam aos Céus. Agradecemos ainda pois a igreja de São Conrado sem dúvida é um sinal e um cartão postal que nos remonta a bondade do Criador.
























1914 - 2020. 106 anos da criação da Igreja de São Conrado.


sexta-feira, junho 26, 2020

HISTÓRIA DE NOSSA SENHORA DE MEDJUGORJE

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O local

A cidadezinha de Medjugorje (pronuncia-se Mediugórie), da então Iugoslávia, onde hoje é a Bósnia-Herzegovina, fica no meio de montanhas rochosas. A população é constituída por famílias de camponeses de tradição católica e muito humildes, cuja vida social se resume às atividades paroquiais. O lugar ficou conhecido por todo o mundo a partir de 1981, quando começaram as mais longas aparições de Nossa Senhora na história da Igreja Católica.


A primeira aparição em Medjugorje

No dia 24 de junho de 1981, as jovens Miriana, de dezesseis anos e Ivanka, de quinze, estavam caminhando para suas casas, depois de um passeio no fim da tarde. Num dado momento, as meninas olharam para trás e viram a silhueta de uma mulher de pé em uma nuvem, que flutuava logo acima de um arbusto. Com o susto, desceram a montanha correndo gritando "é a Gospa!", que no dialeto deles significa Nossa Senhora.


A primeira mensagem de Nossa Senhora da Paz

No dia seguinte, Ivanka e Miriana retornaram ao lugar, seguidas por Jacó, Maria, Ivan e Vicka, e todos eles testemunharam a aparição de Nossa Senhora. Ela contou para Miriana sobre dez eventos que ocorreriam no futuro e pediu que ela contasse ao Padre Petar sobre esses eventos, para ele os revelasse três dias antes que eles acontecessem. Depois disso ela deixou sua primeira mensagem para o mundo: voltar para Deus através da conversão, fé, jejum, reconciliação oração, e, principalmente pela vida sacramental.


Terceiro dia da aparição

No terceiro dia consecutivo da aparição, Nossa Senhora estava chorando e repetindo: "Paz, paz, paz; entre Deus e a humanidade precisa haver paz novamente!". E disse ainda: "Se não houver a conversão, esperem sofrimento no futuro, porque a humanidade está preparando sua própria tragédia". Esta foi a razão pela qual ela foi intitulada como "Nossa Senhora Rainha da Paz". Dessa vez, havia mais de duas mil pessoas presentes. Elas viam as reações dos videntes, mas não viam a Virgem Maria. Continuaram ocorrendo as aparições de Nossa Senhora Rainha da Paz diariamente no mesmo horário, cada vez com mais peregrinos testemunhando.


Mais aparições

Certa vez, a aparição de Nossa Senhora da Paz aconteceu na igreja da paróquia, quando o sacerdote e vários fiéis estavam presentes. Depois, a Rainha da Paz apareceu na Montanha da Cruz, onde ficou por meia hora. Lá existe hoje em dia uma grande escultura de Nossa Senhora Rainha da Paz. Existem registros de um sinal que apareceu no céu em que letras douradas formavam a palavra “MIR”, que significa “PAZ”.


Os comunistas tentam impedir a veneração à Rainha da Paz

A cidadezinha começou a receber inúmeros romeiros de outros países. A Bósnia-Herzegovina, vivia sob o regime comunista naquela época. Por isso, as autoridades do governo tentaram impedir que a população manifestasse sua fé, mas não conseguiram. Principalmente porque a maior parte das pessoas presenciou manifestações de sinais nas estrelas, na lua e no sol, além de diversas curas de doentes e conversões de inúmeros de incrédulos e não cederam ao governo comunista.


A descrição da Rainha da Paz

Nossa Senhora Rainha da Paz de Medjugorje foi descrita pelos videntes, que testemunharam suas aparições, como uma mulher jovem não muito alta nem muito baixa, fisionomia serena, olhos azuis, cabelos pretos cobertos por um véu branco, pele branca e rosada, vestido cinza claro, com doze estrelas acima da cabeça e pés sobre uma nuvem.


As aparições ainda continuam

Mais de vinte anos depois, a Virgem continuava aparecendo diariamente aos videntes, alertando sobre a urgência da conversão, para que a paz reine no mundo. Atualmente ainda são recebidas mensagens, sempre no dia 25 de cada mês.


As opiniões da ciência e do Vaticano

Diversos cientistas já foram a Medjugorje onde fizeram testes usando vários aparelhos nucleares avançados, e mesmo assim não conseguiram encontrar explicações científicas para as aparições. O Vaticano também atua com várias Comissões de Bispos encarregadas de seguir e registrar a evolução das aparições. No avião, enquanto retornava de Sarajevo para Roma, no dia 6 de junho de 2015, o Papa afirmou aos jornalistas: “Em breve tomaremos uma decisão sobre Medjugorje”.


Oração a Nossa Senhora Rainha da Paz

“Ó Maria, doce Mãe de Jesus Cristo “Príncipe da Paz”, eis a Vossos pés Vossos filhos tristes,

perturbados e cheios de confusão, pois afastou-se de nós a paz pelos nossos pecados. Intercedei por nós, para que gozemos a paz com Deus e nosso próximo, por Vosso Filho Jesus Cristo. Ninguém pode dá-la, senão esse Jesus que recebemos de Vossas mãos. Quando nasceu em Belém, os anjos nos anunciaram a paz. Quando Ele abandonou-a no mundo, prometeu e deixou-a como Sua herança. Vós, ó Rainha da Paz, estabelecei entre nós o reino e reinai com Vosso filho no meio do Vosso povo, que cheio de confiança se recomenda a Vossa proteção. Afastai para longe de nós os sentimentos de amor próprio, expulsai de nós o espírito de inveja, maldição, de discórdia. Fazei-nos humildes na fortuna, fortes nos sofrimentos, em paciência e caridade, firmes e confiantes na divina providência. Abençoai-nos, dirigindo os nossos passos no caminho da paz, 

da união e mútua caridade, para que, formando aqui a Vossa família, possamos no céu bendizer-Vos e a Vosso divino filho, por toda a eternidade. Assim seja. Amém.”

Observação: Em 2017 o Papa Francisco aprovou as peregrinações ao santuário de Medjugorje.




quinta-feira, junho 25, 2020

ADORAÇÃO AO SANTÍSSIMO DIA DE NOSSA SENHORA RAINHA DA PAZ

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Orar é realmente necessário? E se eu não orar, vai acontecer algo ruim ou não mudará nada?

Primeiramente, é preciso esclarecer o significado da pergunta. O "para quê" pode significar várias coisas e não é o mesmo que queira dizer "que sentido tem" ou que se pergunte pela sua utilidade imediata. Se buscássemos apenas este último aspecto, de maneira consciente ou inconsciente estaríamos tentando usar Deus para nossos fins, e não deveria surpreender que Deus não se prestasse a este jogo. Deus não é o gênio da lâmpada.

Ao ler o Evangelho, encontramos muitos convites à oração. Um bom exemplo é a primeira metade do capítulo 11 de São Lucas, mas poderíamos mencionar muitos outros textos. É interessante notar que Jesus Cristo não insiste tanto na obrigação da oração, mas sim em sua necessidade.

Uma primeira aproximação da resposta – necessariamente esquematizada, pois o tema é vasto – poderia ser feita levando em consideração os quatro tipos de oração. Assim, veremos que a oração serve para 4 propósitos:

Adoração: reconhecer Deus e sua soberania é algo presente, desde sempre, em todas as religiões.

Agradecimento: está intimamente unido ao anterior. Em justiça, não podemos devolver a Deus o que Ele nos deu (o que, no fundo, engloba tudo, começando pela própria vida), mas sim podemos e devemos agradecer-lhe, especialmente quando, pela fé e pela esperança, sabemos que nos prepara uma vida eterna gloriosa.

Contrição: o filho pródigo da parábola voltou para casa dizendo que havia pecado "contra o céu e contra ti". O "céu" era um dos muitos termos com os quais os judeus se referiam a Deus. Coloca-se em primeiro lugar porque o pecado é sempre uma ofensa a Deus. O arrependimento do pecado – do qual, de uma forma ou de outra, mais ou menos grave, ninguém se livra –, quando é sincero, nos conduz a Deus e se traduz em uma oração de contrição.

Petição: é a mais frequentemente mencionada no Evangelho e, ao mesmo tempo, a mais difícil de explicar, pois é evidente que nem sempre conseguimos o que pedimos. Aqui, é preciso levar em consideração que a hierarquia de valores de Deus nem sempre coincide com a nossa. Muitas vezes queremos (e pedimos) uma vida tranquila e próspera; mas o que Deus quer, em primeiro lugar, e a nossa salvação.

E no que diz respeito à salvação, é onde se pode ver mais claramente a eficácia da oração, bem como as consequências do seu descuido. Um excelente exemplo são as palavras de Cristo em Getsêmani: "Orem para que não caiam em tentação". A história das negações de Pedro provavelmente teria sido diferente se ele tivesse atendido ao pedido do Senhor, ao invés de dormir. De qualquer maneira, outro requisito da boa oração é que seja perseverante, e por isso Deus quer ver a nossa insistência na oração antes de cumprir o que lhe pedimos. Mas, até lá, Ele não fará nada? Claro que fará: dará a ajuda necessária para esta perseverança, que não é pouca coisa.

O Evangelho nos traz o modelo de oração: o Pai-Nosso, pronunciado por Jesus em pessoa, quando lhe pedem que os ensine a orar. As duas primeiras palavras já trazem um diferencial. Em Jesus Cristo, Deus nos faz filhos seus, de maneira que, a partir desse momento, a oração que pede e ensina não é a que se dirige a Deus como criador, como onipotente e como juiz (ainda que tudo isso esteja presente), mas a que se dirige a Deus como Pai.

No Horto das Oliveiras, conhecemos um pouco mais da oração de Jesus. Ele se dirige a Deus Pai como "Abbá". Esta palavra equivale ao nosso "papai", "papaizinho", e não é fácil para um cristão entender até que ponto esse tratamento parecia escandaloso para os judeus – sobretudo para os fariseus.

Assim, a oração se tornou uma conversa filial de quem foi adotado na família divina. Como acontece neste mundo, onde conversar é o prelúdio e a consequência da amizade, a oração está chamada a ser um diálogo com Deus, no qual se forja a principal das virtudes: a caridade, verdadeira amizade com Deus, quem se torna, assim, o ser amado sobre todas as coisas.

A oração é um diálogo no qual tratamos das coisas de Deus e das nossas. À primeira vista, isso poderia parecer impossível. E seria mesmo, se não fosse pela ajuda divina; mas a graça de Deus não nos falta para tornar isso possível. A vida dos santos está repleta desta intimidade com Deus, ainda que não tenham faltado períodos de escuridão e prova.

Além disso, assim como o amor de Deus conduz ao amor ao próximo, também a oração se estende a pedir pelos outros, vivos ou defuntos.

A partir destas reflexões, podemos pensar na pergunta: a oração é realmente necessária para a vida? Depende de que vida estamos falando. Em primeiro lugar, para a vida eterna, para alcançá-la, certamente é. E quanto à vida neste mundo, a necessidade da oração vai depender do tipo que vida que queremos ter.

Se buscamos uma vida digna e virtuosa, podemos concluir que precisamos da oração, pois o ser humano, pelas suas próprias forças, não consegue viver assim. Mas se optamos por outra maneira de viver… talvez não.

E então, acontecerá algo ruim se eu não orar? Depois de mencionar tudo o que podemos obter com a oração, podemos deduzir tudo o que nos faltará se não orarmos!









quarta-feira, junho 24, 2020

SÃO JOÃO BATISTA

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Hoje, dia 24 de junho, celebramos a festa de São João Batista, filho de Isabel e Zacarias, sobrinho de Nossa Senhora e primo de Jesus, que, depois, na sua pregação, irá fazer o seu elogio: “Entre todos os nascidos de mulher não surgiu quem fosse maior que João Batista” (Mt 11,11). Modelo de penitência, humildade e firmeza de caráter.

João Batista, assim cognominado pelo batismo que administrava, foi o precursor de Jesus, aquele que o apresentou ao povo de Israel. Anunciado ao seu pai Zacarias, foi santificado ainda no seio materno quando da visita de Nossa Senhora, já grávida do Menino Jesus, à sua prima Isabel. Por isso a Igreja festeja, no dia 24, o seu nascimento, ao contrário de todos os outros santos, dos quais ela só comemora a morte, ou seja, seu nascimento para o Céu.
Desde criança, retirou-se para o deserto para fazer penitência e se preparar para sua futura missão. Ministrava ao povo o batismo de penitência, ao qual Jesus também acorreu, por humildade. Sua pregação era: “Arrependei-vos, pois o Reino dos Céus está próximo... Produzi fruto digno de vosso arrependimento... Eu vos batizo com água, como sinal de arrependimento, mas o que vem depois de mim é mais forte do que eu. Eu nem sou digno nem de carregar suas sandálias. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo” (Mt 3, 2, 8, 11).
Jesus, no começo do seu ministério público, quis também, por humildade, misturando-se aos pecadores, ser batizado por João. João quis recusar, dizendo: “Eu é que preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim?... Depois de ser batizado, Jesus saiu logo da água e o céu se abriu. E ele viu o Espírito de Deus descer, como uma pomba e vir sobre ele. E do céu veio uma voz que dizia: ‘Este é o meu Filho amado; no qual eu me agrado’” (Mt 3, 14, 16-17).

São João Batista era o homem da verdade, sem acepção de pessoas. Por isso admoestava o Rei Herodes contra o seu pecado de infidelidade conjugal e incesto, o que atraiu a ira da amante do rei, Herodíades, que instigou o rei a metê-lo no cárcere. No dia do aniversário de Herodes, a filha de Herodíades, Salomé, dançou na frente dos convivas, o que levou o rei, meio embriagado, a prometer-lhe como prêmio qualquer coisa que pedisse. A filha perguntou à mãe, que não perdeu a oportunidade de vingar-se daquele que invectivava seu pecado. Fez a filha pedir ao rei a cabeça de João Batista. João foi decapitado na prisão, merecendo o elogio de Jesus, por ser um homem firme e não uma cana agitada pelo vento.

Assim, a virtude que mais sobressai em João Batista, além da sua humildade e penitência, é a firmeza de caráter, tão rara hoje em dia, quando muitos pensam ser virtude o saber “dançar conforme a música”, ser uma cana que pende de acordo com o vento das opiniões, o pautar a vida pelo que dizem ou acham e não pela consciência reta, voz de Deus em nosso coração. João Batista foi fiel imitador de Jesus Cristo, caminho, verdade e vida, que, como disse o poeta João de Deus, “morreu para mostrar que a gente pela verdade se deve deixar matar”.

Que São João Batista nos proteja e defenda nessa pandemia.
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terça-feira, junho 23, 2020

OS ENSINAMENTOS DE SÃO JOÃO BATISTA

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Saber se dar, voltar à honestidade e não maltratar os mais fracos

São João Batista é um dos santos mais retratados na arte cristã. Reconhecê-lo é fácil: o profeta que se alimentava de gafanhotos e mel silvestre usa uma veste de pele de camelo e um cinto e está quase sempre junto a um cordeiro, imagem que evoca Jesus, o Cordeiro de Deus.
João, cujo nome significa “Deus é misericórdia”, é o último profeta do Antigo Testamento. A Igreja o homenageia tanto no dia do seu martírio (29 de agosto) quanto no do nascimento (24 de junho), data-marco dos seis meses que antecedem o nascimento de Jesus, segundo as palavras do Arcanjo Gabriel a Maria. São João Batista, junto com Jesus e Nossa Senhora, é o único santo a quem a Igreja celebra no dia do nascimento neste mundo, já que a tradição é celebrar os santos no dia do seu nascimento para a vida eterna. Saiba mais sobre esses 3 aniversários especiais.

João teria nascido em Ain Karim, cerca de sete quilômetros a oeste de Jerusalém, numa família sacerdotal: seu pai, Zacarias, era da classe de Abias, e sua mãe, Isabel, descendia de Aarão. “Chamar-se-á João”, afirmou seu pai.

No décimo quinto ano de Tibério (28-29 d.C.), iniciou a sua missão no rio Jordão: pregar e batizar. Daqui vem o nome “Batista”.

Quando batiza Jesus, João revela a identidade de Deus:

“Eis o Cordeiro de Deus, eis aquele que tira o pecado do mundo!”

Anuncia que Deus vem ao mundo como um frágil e bom cordeiro e que o Seu sacrifício salvará o homem da morte.

“Assim, pois, esta minha alegria se cumpre. É necessário que Ele cresça e eu diminua” (Jo 3,29-30).

Morre decapitado por capricho de Salomé, a filha de Herodíades, amante do rei de Israel.

A vítima, porém, não encontra paz neste mundo nem sequer após a morte. Nos tempos do imperador Juliano, o Apóstata, em 361-362, seu sepulcro é profanado e queimado. Suas cinzas, segundo a tradição, estão na catedral de São Lorenço, em Gênova, para onde os cruzados as teriam levado em 1098.

O que São João Batista pode dizer hoje aos fiéis e aos que não creem?


1 – Ele ensina um verbo: dar.

É o verbo que esculpe um futuro novo. A nova lei de um mercado diferente e humano: em vez do acúmulo, a doação; em vez do desperdício, a sobriedade; em vez do sucesso a todo custo, dar espaço a Outro.

De si, ele oferece tudo: tempo, presença, dinheiro, afeto, correção, transparência. O Batista diz: “Quem tiver duas túnica reparta com quem não tem, e quem tiver alimentos faça o mesmo” (Lc 3,11). Um critério de justiça animado pela caridade.


Bento XVI afirmou:

“A justiça pede superar o desequilíbrio entre aqueles que têm o supérfluo e aqueles a quem falta o necessário. A caridade nos impele a estar atentos uns aos outros e a ir ao encontro das suas necessidades, em vez de procurar justificativas para defender os próprios interesses. Justiça e caridade não são opostas: ambas são necessárias e se completam. O amor será sempre necessário, mesmo na sociedade mais justa”, porque “sempre existirão situações de necessidade material nas quais é indispensável uma ajuda na linha do amor concreto para com o próximo” (encíclica Deus Caritas Est, 28).


2 – Ele nos ensina o retorno à honestidade

A volta à legalidade, começando por mim mesmo e pelos meus comportamentos mais simples: ser honesto mesmo nas pequenas coisas.


3 – O terceiro ensinamento é para aqueles que governam

Não maltratar e não extorquir nada de ninguém. Não se aproveitar do cargo para humilhar.

É sempre o mesmo princípio: primeiro as pessoas, depois a lei. Antes a misericórdia que a punição. E quando for preciso punir, fazê-lo com humanidade.

segunda-feira, junho 22, 2020

XII DOMINGO DO TEMPO COMUM

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Quando você começa a estudar a Bíblia percebe um fato incômodo em relação ao justo, à pessoa que procura viver de acordo com a proposta divina. Vou citar duas atitudes: o justo parece ser sempre confrontado e agredido e, a segunda atitude, o justo parece ser um solitário; alguém sozinho contra muitos. Ouvimos isso na 1ª leitura. Jeremias se queixa que é injuriado por muitos homens. O que ouvimos na 1ª leitura repete-se na vida dos profetas. Jesus passa pela mesma situação: é constantemente agredido por muitas pessoas. Este é o ponto de partida da nossa reflexão. Um fato que pode desanimar muita gente e pode desencorajar outros. Mas é um fato real que Deus, pela sua Palavra, não esconde a quem acolhe seu chamado e vive de acordo com seus mandamentos. Estou falando do confronto com o mundo. Quem acolhe a proposta de vida de Deus, quem acolhe o Evangelho, é confrontado pelo mundo.


2 – Jesus não promete uma bolha

Também Jesus, no Evangelho que ouvimos, não esconde tal realidade. Não promete um paraíso, como ouvimos em pregações que omitem a Cruz para apresentar Jesus como uma espécie de mágico que vai trazer segurança financeira e prosperidade. O Evangelho deste Domingo desmente todo defensor e pregador de Teologias da prosperidade. Jesus é sincero: vai haver confronto com quem não aceita o Evangelho, vai acontecer críticas, vai ter perseguição e, em casos mais agudos, como sabemos, até mesmo morte. A Palavra de Jesus não tem a finalidade de assustar. Nós a acolhemos como palavra de sabedoria, dizendo que no mundo vamos conviver com provações e confrontos. O fato de sermos cristãos não nos coloca numa bolha, mas na realidade da vida.


3 – A força da espiritualidade

Para não sucumbirmos ou nos acovardar diante dos confrontos existenciais e sociais necessitamos a graça da perseverança. Para perseverar necessitamos de uma espiritualidade sólida. A aclamação do Evangelho dizia: “O Espírito Santo, a Verdade, de mim irá testemunhar, e vós minhas testemunhas sereis em todo lugar”. Por espiritualidade se entende a ação e a condução do Espírito Santo em nossas vidas. O mundo tem seus argumentos e os apresenta recheados de atrativos. Nem todos são maléficos ou conduzem ao pecado, por isso a necessidade da espiritualidade, da luz do Espírito Santo para discernir o que é e, o que não é condizente com o Evangelho, não é condizente com a proposta de vida da parte de Deus. É com a espiritualidade sólida, iluminando-nos com a luz do Espírito da Verdade, que o encorajamento de Jesus para não temer os confrontos com o mundo, para não ter medo daqueles que agridem, torna-nos perseverantes na fé e, um fato importante, torna-nos serenos mesmo sendo agredidos por quem não aceita o Evangelho. Amém!