terça-feira, fevereiro 18, 2020

SÃO FRANCISCO E SANTA JACINTA

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No ano de 1908, nasceu Francisco Marto. Em 1910, Jacinta Marto. Filhos de Olímpia de Jesus e Manuel Marto. Eles pertenciam a uma grande família; e eram os mais novos de nove irmãos. A partir da primavera de 1916, a vida dos jovens santos portugueses sofreria uma grande transformação: as diversas aparições do Anjo de Portugal (o Anjo da Paz) na “Loca do Cabeço” e, depois, na “Cova da Iria”. A partir de 13 de maio de 1917, Nossa Senhora apareceria por 6 vezes a eles.

“Apareceu no Céu (…) uma mulher revestida de sol”: atesta o vidente de Patmos no Apocalipse (12, 1), anotando ainda que ela “estava para ser mãe”. Depois ouvimos, no Evangelho, Jesus dizer ao discípulo: “Eis a tua Mãe” (Jo 19, 26-27). Temos Mãe! Uma “Senhora tão bonita”: comentavam entre si os videntes de Fátima a caminho de casa, naquele abençoado dia treze de maio de há cem anos atrás. E, à noite, a Jacinta não se conteve e desvendou o segredo à mãe: “Hoje vi Nossa Senhora”. Tinham visto a Mãe do Céu. Pela esteira que seguiam os seus olhos, se alongou o olhar de muitos, mas… estes não A viram. A Virgem Mãe não veio aqui, para que A víssemos; para isso teremos a eternidade inteira, naturalmente se formos para o Céu.

Mas Ela, antevendo e advertindo-nos para o risco do Inferno onde leva a vida – tantas vezes proposta e imposta – sem-Deus e profanando Deus nas suas criaturas, veio lembrar-nos a Luz de Deus que nos habita e cobre, pois, como ouvíamos na Primeira Leitura, “o filho foi levado para junto de Deus” (Ap 12, 5). E, no dizer de Lúcia, os três privilegiados ficavam dentro da Luz de Deus que irradiava de Nossa Senhora. Envolvia-os no manto de Luz que Deus Lhe dera. No crer e sentir de muitos peregrinos, se não mesmo de todos, Fátima é sobretudo este manto de Luz que nos cobre, aqui como em qualquer outro lugar da Terra quando nos refugiamos sob a proteção da Virgem Mãe para Lhe pedir, como ensina a Salve Rainha, “mostrai-nos Jesus”.

Queridos peregrinos, temos Mãe. Agarrados a Ela como filhos, vivamos da esperança que assenta em Jesus, pois, como ouvíamos na Segunda Leitura, “aqueles que recebem com abundância a graça e o dom da justiça reinarão na vida por meio de um só, Jesus Cristo” (Rm 5, 17). Quando Jesus subiu ao Céu, levou para junto do Pai celeste a humanidade – a nossa humanidade – que tinha assumido no seio da Virgem Mãe, e nunca mais a largará. Como uma âncora, fundeemos a nossa esperança nessa humanidade colocada nos Céus à direita do Pai (cf. Ef 2, 6). Seja esta esperança a alavanca da vida de todos nós! Uma esperança que nos sustente sempre, até ao último respiro.

Com esta esperança, nos congregamos aqui para agradecer as bênçãos sem conta que o Céu concedeu nestes cem anos, passados sob o referido manto de Luz que Nossa Senhora, a partir deste esperançoso Portugal, estendeu sobre os quatro cantos da Terra. Como exemplo, temos diante dos olhos São Francisco Marto e Santa Jacinta, a quem a Virgem Maria introduziu no mar imenso da Luz de Deus e aí os levou a adorá-Lo. Daqui lhes vinha a força para superar contrariedades e sofrimentos. A presença divina tornou-se constante nas suas vidas, como se manifesta claramente na súplica instante pelos pecadores e no desejo permanente de estar junto a “Jesus Escondido” no Sacrário.

Nas suas Memórias (III, n. 6), a Irmã Lúcia dá a palavra à Jacinta que beneficiara duma visão: “Não vês tanta estrada, tantos caminhos e campos cheios de gente, a chorar com fome, e não tem nada para comer? E o Santo Padre numa Igreja, diante do Imaculado Coração de Maria, a rezar? E tanta gente a rezar com ele?” Irmãos e irmãs, obrigado por me acompanhardes! Não podia deixar de vir aqui venerar a Virgem Mãe e confiar-lhe os seus filhos e filhas. Sob o seu manto, não se perdem; dos seus braços, virá a esperança e a paz que necessitam e que suplico para todos os meus irmãos no Batismo e em humanidade, de modo especial para os doentes e pessoas com deficiência, os presos e desempregados, os pobres e abandonados. Queridos irmãos, rezamos a Deus com a esperança de que nos escutem os homens; e dirigimo-nos aos homens com a certeza de que nos vale Deus.

Pois Ele criou-nos como uma esperança para os outros, uma esperança real e realizável segundo o estado de vida de cada um. Ao “pedir” e “exigir” o cumprimento dos nossos deveres de estado (carta da Irmã Lúcia, 28/II/1943), o Céu desencadeia aqui uma verdadeira mobilização geral contra esta indiferença que nos gela o coração e agrava a miopia do olhar. Não queiramos ser uma esperança abortada! A vida só pode sobreviver graças à generosidade de outra vida. “Se o grão de trigo, lançado à terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, dá muito fruto” (Jo 12, 24): disse e fez o Senhor, que sempre nos precede. Quando passamos através dalguma cruz, Ele já passou antes. Assim, não subimos à cruz para encontrar Jesus; mas foi Ele que Se humilhou e desceu até à cruz para nos encontrar a nós e, em nós, vencer as trevas do mal e trazer-nos para a Luz.

Sob a proteção de Maria, sejamos, no mundo, sentinelas da madrugada que sabem contemplar o verdadeiro rosto de Jesus Salvador, aquele que brilha na Páscoa, e descobrir novamente o rosto jovem e belo da Igreja, que brilha quando é missionária, acolhedora, livre, fiel, pobre de meios e rica no amor.



Fonte: Canção Nova

segunda-feira, fevereiro 17, 2020

VI DOMINGO DO TEMPO COMUM

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Na liturgia deste Domingo continua a leitura do chamdo “Sermão da Montanha” de Jesus, que ocupa os capítulos 5,6 e 7 de São Mateus. Depois das “Bem-aventuranças”, que são o seu programa de vida, Jesus proclama a nova Lei , a sua Torá, como o chamam nossos irmãos judeus. Com efeito, com a sua vinda o Messias devia trazer também a Revelação definitiva da Lei, e é precisamente isto que Jesus declara: “Não julgueis que vim abolir a Lei ou os Profetas. Não vim para abolir, mas sim para os levar à perfeição”. E, dirigindo-se aos seus discípulos , acrescenta: “Se a vossa justiça não for maior que as dos escribas e fariseus . não entrareis no Reino dos Céus” (Mt 5,17-20) . Em que consiste esta “plenitude” da Lei de Cristo , esta justiça “superior” que Ele exige ?

Jesus explica-o mediante uma série de antíteses entre os Mandamentos antigos e o seu modo de os repropor. Cada vez começa: “Ouvistes o que foi dito aos antigos...”, e então afirma: “mas Eu vos digo..”. Por exemplo: “Ouvistes o que foi dito aos antigos: ‘Não matarás, mas quem matar será castigado pelo juízo do tribunal’; mas Eu vos digo: todo aquele que se irar contra seu irmão será castigado pelos juízes”(Mt 5,21-22) . E assim por seis vezes. Este modo de falar causava grande impressão no povo, que permanecia assustado, porque aquele “Eu vos digo” equivalia a reivindicar para si a mesmo autoridade de Deus , fonte da Lei . A novidade de Jesus consiste , essencialmente , no fato de que Ele mesmo “completa” os Mandamentos com o Amor de Deus, com a força do Espírito Santo que habita Nele. E nós, através da fé em Cristo, podemos abrir-nos à obra do Espírito Santo, que nos torna capazes de viver o amor divino. Por isso, cada preceito se torna verdadeiro, como exigência de amor , e todos convergem num único Mandamento: amar a Deus com todo o coração, e ao teu próximo como a ti mesmo. “A caridade é o pleno cumprimento da lei”, escreve São Paulo (Rm 13,10). Diante desta exigência, o piedoso caso dos meninos mortos no CT do Flamengo a um ano passado, impõe que nos perguntemos se uma sociedade mais solidária e fraterna, mair coerente no amor , ou seja mais cristã, não teria podido evitar trágico fim. E esta pergunta vale para muitos outros acontecimentos dolorosos, mais ou menos conhecidos que se verificam diariamente nas nossas cidades.

Caros irmãos, talvez não seja ocasional , que a primeira grande pregação de Jesus se chame “Sermão da Montanha”! Moisés subiu ao monte Sinai para receber a Lei de Deus e levá-la ao Povo Eleito. Jesus é o Filho de Deus que desceu do Céu para nos levar ao Céu, à altura de Deus. Pelo caminho do amor. Aliás, Ele mesmo é este caminho: só devemos segui-lo , para cumprir a Vontade de Deus e entrar em seu Reino, na vida eterna.














quinta-feira, fevereiro 13, 2020

O SACRAMENTO DA UNÇÃO DOS ENFERMOS

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O sacramento da Unção dos Enfermos fala da compaixão de Deus pelo homem no momento da doença e da velhice. A parábola do “bom samaritano” nos oferece uma imagem desse mistério. O bom samaritano cuida de um homem ferido, derramando sobre as suas feridas óleo e vinho, recordando o óleo dos enfermos. Em seguida, sem olhar a gastos, confia o homem ferido aos cuidados do dono de uma pensão: este representa a Igreja, a quem Jesus confia os atribulados no corpo ou no espírito. Também a Carta de S. Tiago recomenda que os doentes chamem os presbíteros, para que rezem por eles ungindo-os com o óleo. De fato, Jesus ensinou aos seus discípulos a mesma predileção que Ele tinha pelos doentes e atribulados, difundindo alívio e paz. Por isso, diante daqueles que consideram o sofrimento e a morte como um tabu, deixando de se beneficiar com esse sacramento, é preciso lembrar que, na unção dos enfermos, Jesus nos mostra que pertencemos a Ele e que nem a doença, nem a morte, poderá nos separar d’Ele.













quarta-feira, fevereiro 12, 2020

O TERÇO: FONTE DE GRAÇAS


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Nos próximos dias 14, 15 e 16 de fevereiro, acontecerá a XII Romaria Nacional do Terço dos Homens na Basílica-Santuário Nacional de Aparecida. São esperados mais de 80 mil homens. Essa grande Romaria reúne comitivas de todo o Brasil, trazendo homens de todas as classes sociais, unidos por essa oração abençoada, o Rosário de Nossa Senhora. A missão do Terço dos Homens é resgatar para o seio da Igreja homens de todas as idades, pois a presença masculina na Igreja é imprescindível para a formação da família e de uma sociedade cristã.

O tema desta Romaria será: “Terço dos Homens: fonte de graças” e o lema: “Confiantes como Maria”. Essa temática quer enaltecer o papel de Maria Santíssima como intercessora e medianeira junto de seu Filho Jesus. Como o povo costuma dizer, “Peça à Mãe que o Filho Atende!” Jesus jamais se nega a atender um pedido de sua mãe. Se o próprio Deus quis precisar de Maria para vir a nós (“Quando chegou a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher...” Gl 4,4), muito mais ainda nós podemos contar com Maria para nos aproximarmos de Deus.

A oração do Terço, o Rosário de Nossa Senhora, é fonte de graças, pois nela o cristão professa a sua fé católica, rezando o Credo, pronuncia a oração do Senhor, o Pai-Nosso, e saúda Maria com as palavras do Anjo Gabriel, chamando-a “cheia de graça”.

Intitulando Maria “Mãe de Deus”, imitamos Isabel que, “repleta do Espírito Santo” a saudou, dizendo “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre”, acrescentando: “Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe do meu Senhor?” (Lc 1, 41-43). O próprio Espírito Santo, que inspirou Isabel, nos ensina a chamar Maria de Mãe de Deus, pois a palavra “Senhor”, aqui usada (em grego kyrios), só se aplica a Deus.

O lema “Confiantes como Maria” nos recorda o sim confiante de Nossa Senhora, aceitando a honra e o cargo da maternidade de Jesus, o Filho de Deus nela feito homem, com toda a confiança, entregando a sua vida inteiramente a Deus, mesmo vislumbrando tudo o que poderia acontecer ao seu Filho, o Salvador, o “servo sofredor”, que morreria humilhado na cruz.

O Papa São João XXXIII dizia que o Terço é o Evangelho das pessoas simples. De fato, é uma recordação e meditação do Evangelho na escola de Maria: “É Tua escola o Terço, ele é luz, ninguém como Tu sabe mais de Jesus; o Santo Evangelho ensina de novo, Teu Terço é a Bíblia que Deus deu ao povo”.

Mesmo sendo uma oração de louvor a Maria Santíssima, o centro do Rosário está em Jesus Cristo, cujo nome é o centro de gravidade da Ave-Maria, a dobradiça entre a sua primeira parte e a segunda. “É precisamente pela acentuação dada ao nome de Jesus e ao seu mistério que se caracteriza a recitação expressiva e frutuosa do Rosário” nos ensina S. João Paulo II.

“Maria nos acompanha, luta conosco, apoia os cristãos no combate contra as forças do mal. A oração com Maria, em particular o Rosário – mas ouçam bem: o Rosário” (Francisco).





Fonte: Dom Fernando Arêas Rifan

terça-feira, fevereiro 11, 2020

O SACRAMENTO DA UNÇÃO DOS ENFERMOS

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O sacramento da unção dos enfermos une intimamente o doente a Cristo


No ritual da unção dos enfermos, encontra-se a seguinte petição a Deus: “Por esta santa unção e pela Sua infinita misericórdia, o Senhor venha em teu auxílio com a graça do Espírito Santo, para que, liberto dos teus pecados, Ele te salve e, na Sua misericórdia, alivie os teus sofrimentos”. Essa oração contém o objeto central desse sacramento, ou seja, confere a ele uma graça especial, que une mais intimamente o doente a Cristo.

Jesus veio para revelar o amor de Deus. Frequentemente, faz  isso nas áreas e situações em que nos sentimos especialmente ameaçados em função da fragilidade de nossa vida, devido a doenças, morte etc. Deus Pai quer que nos tornemos saudáveis no corpo e na alma, e reconheçamos nisso a instauração do Seu Reino. Por vezes, só com a experiência da enfermidade percebemos que precisamos do Senhor mais do que tudo. Não temos vida, a não ser em Cristo. Por isso, os doentes e os pecadores têm um especial instinto para perceber o que é essencial.

No Antigo Testamento, o homem doente experimenta os seus limites e, ao mesmo tempo, percebe que a doença está ligada misteriosamente ao pecado. Os profetas intuíram que a enfermidade poderia ter também um valor redentor em relação aos próprios pecados e aos dos outros. Assim, a doença era vivida diante de Deus, do qual o homem implorava a cura. No Novo Testamento, eram os enfermos quem procuravam a proximidade de Jesus, tentando “tocá-Lo, pois d’Ele saía uma força que a todos curava” (Lc 6,19). A compaixão de Jesus Cristo pelos doentes e as numerosas curas de enfermos são um claro sinal de que, com Ele, chegou o Reino de Deus e a vitória sobre o pecado, o sofrimento e a morte. Com a Paixão e Morte, o Senhor dá um novo sentido ao sofrimento, o qual, se for unido ao d’Ele, pode ser meio de purificação e salvação para nós e para os outros.








Curar os enfermos



A Igreja, tendo recebido do Senhor a ordem de curar os enfermos, procura pôr isso em prática com os cuidados para com os doentes, acompanhados da oração de intercessão. Ela possui, sobretudo, um sacramento específico em favor dos enfermos, instituído pelo próprio Cristo e atestado por São Tiago: “Quem está doente, chame a si os presbíteros da Igreja e rezem por ele, depois de o ter ungido com óleo no nome do Senhor” (Tg 5,14-15).

Dessa forma, o sacramento da unção dos enfermos pode ser recebido pelo fiel que começa a se sentir em perigo de morte por doença ou velhice. O mesmo fiel pode recebê-lo também outras vezes se a doença se agravar ou, então, no caso doutra enfermidade grave.

A celebração desse sacramento, se possível, deve ser precedida pela confissão individual do doente. A celebração desse sacramento consiste essencialmente na unção com óleo benzido, se possível, pelo bispo, na fronte e nas mãos do enfermo (no rito romano ou também noutras partes do corpo segundo outros ritos), acompanhada da oração do sacerdote, que implora a graça especial desse sacramento. Ele só pode ser administrado pelos sacerdotes (bispos ou presbíteros).








Perdão dos pecados



Esse sacramento confere uma graça especial que une mais intimamente o doente à Paixão de Cristo, para o seu bem e de toda a Igreja, dando-lhe conforto, paz, coragem e também o perdão dos pecados, se ele não puder se confessar. Consente, por vezes, se for a vontade de Deus, também a recuperação da saúde física do fiel. Em todo caso, essa unção prepara o enfermo para a passagem à Casa do Pai. Por isso, concede-lhe consolação, paz, força e une profundamente a Cristo o doente que se encontra em situação precária e em sofrimento; tendo em vista que o Senhor passou pelas nossas angústias e tomou sobre Si as nossas dores.

Muitos doentes têm medo desse sacramento e adiam-no para o fim, porque pensam se tratar de uma espécie de “sentença de morte”. No entanto, é o contrário disso: a unção dos enfermos é uma espécie de “seguro de vida”. Quem, como cristão, acompanha um enfermo deve libertá-lo desse falso temor. A maior parte das pessoas que está em risco de vida tem a intuição de que nada mais é importante nesse momento do que a confiança imediata e incondicional Àquele que superou a morte e é a própria vida: Nosso Senhor Jesus Cristo, nosso Salvador.





Fonte: Canção Nova

segunda-feira, fevereiro 10, 2020

V DOMINGO DO TEMPO COMUM

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A questão essencial que este trecho do Evangelho nos apresenta é esta: Deus propôs-nos um projeto de libertação e de salvação que conduzirá à inauguração de um mundo novo, de felicidade e de paz sem fim; e aqueles que aderiram a essa proposta têm de testemunhá-la diante do mundo e dos homens com palavras e com gestos concretos, a fim de que o "Reino" se torne uma realidade.

Eu sou, no dia a dia, o sal que dá o sabor, que traz uma mais valia de amor e de esperança à vida daqueles que caminham ao meu lado? Para aqueles com quem lido todos os dias, sou uma pessoa insípida, instalada numa mediocridade cinzenta, ou sou uma nota de alegria, de entusiasmo, de otimismo, de esperança numa vida nova vivida ao jeito do Evangelho, ao jeito do "Reino"? No meio do egoísmo, do desespero, do sem sentido que caracteriza a vida de tantos dos meus irmãos, eu dou um testemunho de um mundo novo de amor e de esperança?

Ser cristão é também ser uma luz acesa na noite do mundo, apontando os caminhos da vida, da liberdade, do amor, da fraternidade...Devemos ser uma  luz que aponta no sentido das coisas importantes, impedindo que a vida dos nossos irmãos se gaste em frivolidades e bagatelas. Para os que vivem no sofrimento, na dúvida, no erro, para os que vivem de olhos no chão, somos a luz que aponta para o mais além e para a realidade libertadora do "Reino.

Atenção: eu não sou "a luz", mas apenas um reflexo da "luz"... Quer dizer: as coisas bonitas que possam acontecer à minha volta não são o resultado do exercício das minhas brilhantes qualidades, mas o resultado da ação de Deus em mim. É Deus que é "a luz" e que, através da minha fragilidade, apresenta a sua proposta de libertação e de vida nova ao mundo. O discípulo não deve, pois, preocupar-se em atrair sobre si o olhar dos homens; mas deve preocupar-se em conduzir o olhar e o coração dos homens para Deus e para o "Reino".


















sábado, fevereiro 08, 2020

SANTA JOSEFINA BAKHITA

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REDAÇÃO CENTRAL, 08 Fev. 20 / 05:00 am (ACI).- A irmã morena, assim era carinhosamente chamada Santa Josefina Bakhita, religiosa que sofreu as dores da escravidão, mas conheceu o amor de Deus, a quem decidiu se consagrar. Neste dia 8 de fevereiro, a Igreja recorda a sua memória litúrgica.


Santa Josefina Bakhita nasceu em uma aldeia perto da montanha Agilerei, no Sudão, em 1869.


Tendo sido vendida e comprada por várias vezes, experimentou diversas humilhações e sofrimentos físicos da escravidão. A experiência dolorosa fez com que esquecesse o próprio nome.


Bakhita, que significa afortunada, foi o nome que recebeu de comerciantes de escravos. “Bakhita é um nome formoso; vai te trazer boa sorte”, disse um deles.


Até que foi comprada por um cônsul italiano, que a levou para a Itália e a entregou a uma família amiga de Veneza, o casal Michieli, pois a esposa tinha se afeiçoado a Bakhita. Este casal teve uma filha e a santa passou a ser a babá e amiga da menina.


Por conta dos negócios, esta família teve que retornar para a África. Mas, seguindo conselhos, decidiram deixar a filha e a babá aos cuidados das religiosas de Santa Madalena de Canossa.


Foi então que Bakhita teve seu encontro com o Senhor, conheceu o Evangelho e foi batizada aos 21 anos, recebendo o nome Josefina.


Quando os Michieli retornaram da África e foram buscar a filha e Bakhita, esta, com firme decisão, disse que queria ficar com as Irmãs Canossianas para servir a Deus.


Em 1896, atendendo ao chamado para a vida religiosa, Josefina Bakhita se consagrou para sempre ao seu Deus, que ela chamava com carinho “o meu Patrão”.


“Se eu encontrasse de novo aqueles negreiros que me sequestraram e também aqueles que me torturaram, me ajoelharia para beijar as suas mãos, porque, se não tivesse acontecido isto, eu não seria agora cristã e religiosa”, disse certa vez a santa.


Dedicou-se por mais de cinquenta anos às várias ocupações no convento. Foi cozinheira, responsável pelo guarda-roupa, bordadeira, sacristã, porteira.


Admirada pelas irmãs e pelos moradores do local por sua humildade, simplicidade e alegria, costumava dizer: “Sede bons, amai a Deus, rezai por aqueles que não O conhecem. Se, soubésseis que grande graça é conhecer a Deus!”.


Já na velhice e tomada por longa e dolorosa doença, reviveu a agonia dos terríveis anos de escravidão. Várias vezes suplicava à enfermeira que a assistia: “Solta-me as correntes ... pesam muito!”.


Em 8 de fevereiro de 1947, a “Santa Irmã Morena” partiu para a casa do Pai, tendo proferido suas últimas palavras: “Nossa Senhora! Nossa Senhora!”.


Em 1992, Bakhita foi beatificada por São João Paulo II e canonizada pelo mesmo Pontífice em 1º de outubro de 2000, após o reconhecimento da cura milagrosa de Eva Tobias da Costa, brasileira, moradora de Santos (SP), que havia rezado pela intercessão de Bakhita em 1980.


Por sua espiritualidade e força ante as adversidades, São João Paulo II a chamou “Nossa Irmã Universal” e sua história de vida foi, na realidade, a história de todo um continente.




Bento XVI, a esperança e a Santa


Em 2007, o Papa Bento XVI utilizou o exemplo de vida de Santa Josefina Bakhita em sua encíclica Spe Salvi para falar da esperança.

No texto, o Papa Emérito escreve que Bakhita “só tinha conhecido patrões que a desprezavam e maltratavam ou, na melhor das hipóteses, a consideravam uma escrava útil. Mas agora ouvia dizer que existe um ‘paron’ acima de todos os patrões, o Senhor de todos os senhores, e que este Senhor é bom, a bondade em pessoa. Soube que este Senhor também a conhecia, tinha-a criado; mais ainda, amava-a. Também ela era amada, e precisamente pelo ‘Paron’ supremo, diante do qual todos os outros patrões não passam de miseráveis servos. Ela era conhecida, amada e esperada”.

“Mais ainda, este Patrão tinha enfrentado pessoalmente o destino de ser flagelado e agora estava à espera dela ‘à direita de Deus Pai’. Agora ela tinha « esperança »; já não aquela pequena esperança de achar patrões menos cruéis, mas a grande esperança: eu sou definitivamente amada e aconteça o que acontecer, eu sou esperada por este Amor. Assim a minha vida é boa”.

Bento XVI recorda que “mediante o conhecimento desta esperança, ela estava ‘redimida’, já não se sentia escrava, mas uma livre filha de Deus. Entendia aquilo que Paulo queria dizer quando lembrava aos Efésios que, antes, estavam sem esperança e sem Deus no mundo: sem esperança porque sem Deus”.



Fonte: acidigital.com

quarta-feira, fevereiro 05, 2020

CANSADOS E DEPRIMIDOS

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No próximo dia 11/2, a Igreja, com o Papa Francisco, celebrará o XXVIII Dia Mundial do Doente, sob o tema: “Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, que Eu hei de vos aliviar” (Mt. 11,28). Em sua mensagem, baseado no tema, o Papa nos ensina:

“Estas palavras ditas por Jesus indicam o caminho misterioso da graça, que se revela aos simples e revigora os cansados e exaustos. Tais palavras exprimem a solidariedade do Filho do Homem, Jesus Cristo, com a humanidade aflita e sofredora. Há tantas pessoas que sofrem no corpo e no espírito! A todas, convida a ir ter com Ele – «vinde a Mim» –, prometendo-lhes alívio e recuperação...”

“Jesus dirige este convite aos doentes e oprimidos, aos pobres cientes de dependerem inteiramente de Deus para a cura de que necessitam sob o peso da provação que os atingiu. A quem vive na angústia devido à sua situação de fragilidade, sofrimento e fraqueza, Jesus Cristo não impõe leis, mas, na sua misericórdia, oferece-Se a Si mesmo, isto é, a sua pessoa que dá alívio. A humanidade ferida é contemplada por Jesus com olhos que veem e observam, porque penetram em profundidade: não correm indiferentes, mas param e acolhem o homem todo e todo o homem segundo a respetiva condição de saúde, sem descartar ninguém, convidando cada um a fazer experiência de ternura entrando na vida d’Ele”.

“Porque tem Jesus Cristo estes sentimentos? Porque Ele próprio se tornou frágil, experimentando o sofrimento humano e recebendo, por sua vez, alívio do Pai. Na verdade, só quem passa pessoalmente por esta experiência poderá ser de conforto para o outro. Várias são as formas graves de sofrimento: doenças incuráveis e crônicas, patologias psíquicas, aquelas que necessitam de reabilitação ou cuidados paliativos, as diferentes formas de deficiência, as doenças próprias da infância e da velhice, etc. Nestas circunstâncias, nota-se por vezes carência de humanidade, pelo que se revela necessário, para uma cura humana integral, personalizar o contato com a pessoa doente acrescentando a solicitude ao tratamento. Na doença, a pessoa sente comprometidas não só a sua integridade física, mas também as várias dimensões da sua vida relacional, intelectiva, afetiva, espiritual; e por isso, além das terapias, espera amparo, solicitude, atenção, em suma, amor. Além disso, junto do doente, há uma família que sofre e pede, também ela, conforto e proximidade”.

“Queridos irmãos e irmãs enfermos, a doença coloca-vos de modo particular entre os «cansados e oprimidos» que atraem o olhar e o coração de Jesus. Daqui vem a luz para os vossos momentos de escuridão, a esperança para o vosso desalento. Convida-vos a ir ter com Ele: «Vinde». Com efeito, n’Ele encontrareis força para ultrapassar as inquietações e interrogativos que vos surgem nesta «noite» do corpo e do espírito. É verdade que Cristo não nos deixou receitas, mas, com a sua paixão, morte e ressurreição, liberta-nos da opressão do mal”.



Bispo da Administração Apostólica Pessoal


São João Maria Vianney





Fonte: Dom Fernando Arêas Rifan

terça-feira, fevereiro 04, 2020

CONSAGRE SUA VIDA A ELA: NOSSA SENHORA DE LOURDES


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Dia de Nossa Senhora de Lourdes

No dia 8 de dezembro de 1854 o Papa Pio XI proclamou solenemente no Vaticano o dogma da Imaculada Conceição de Nossa Senhora, concebida sem pecado original. Algo que em 1830 Nossa Senhora já tinha mostrado a Santa Catarina Labourè, quando mandou que ela cunhasse a chamada “Medalha Milagrosa”, na aparição a ela na rua De Lubac, em Paris. Em torno da medalha, santa Catarina viu em letras de ouro a expressão: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós”.

Pois bem, no dia 11 de fevereiro de 1858, quatro anos depois, Nossa Senhora começou a aparecer a uma menina de 14 anos, Bernardete Soubirous, simples e humilde, que não sabia ler e escrever direito, nem falava o francês, mas um dialeto da região. Ela estava com uma irmã e uma vizinha pegando lenha perto da gruta de Massabielle. Tinham que passar descalças por um córrego, e Bernadete, que sofria de asma não queria por o pé na água fria. Nisso ouviu um barulho nas árvores e viu uma senhora muito bonita, radiante, vestida de branco, com uma faixa azul, sorrindo para ela. Em seguida rezou o Terço com Bernadete.

imitacao_mariaA irmã de Bernadete contou o ocorrido aos pais. Eles proibiram que ela voltasse à gruta. De tanto ela chorar os pais deixaram ela voltar. Uma nova aparição aconteceu no dia 18 de fevereiro. Bernadete aspergia a rocha com água benta onde a Senhora apareceu e esta lhe sorria. Depois lhe disse: “Quer ter a bondade de vir aqui durante quinze dias? Não lhe prometo a felicidade neste mundo, mas no outro.” Durante as aparições a Senhora pediu para que se rezasse pelos pecadores e convidou os fiéis à penitência.

No dia 25 de fevereiro Nossa Senhora fez brotar uma fonte de água no chão, e convidou Bernadete a beber nesta fonte; surgiu do chão que ela cavou com as mãos. Esta fonte se tornou a fonte milagrosa onde os peregrinos do mundo todo se banham e muitos já foram ali curados. Há uma equipe de médicos de várias especialidades que já confirmou muitas curas milagrosas.




E os milagres de Lourdes?


Nossa Senhora pediu a Bernadete que queria ali uma igreja para dali distribuir suas bênçãos. Ela, então, foi falar com o pároco de Lourdes, mas este não acreditou nela e pediu que Bernadete dissesse o nome desta Senhora que estava lhe aparecendo, sem o que ele não faria nada.

Na última aparição, então, Nossa Senhora disse a Bernadete em francês: “Je sui le immaculè concepcion” (Eu sou a Imaculada Conceição). Bernadete não entendeu nada, pensou que ela fosse dizer: “Eu sou Maria”. Para não esquecer foi até o pároco repetindo a frase em francês para não esquecer, até ser atendida pelo pároco e contar a ele. Este levou um susto quando Bernadete disse o nome da Senhora, porque ele sabia que Bernadete não tinha condições de inventar isso. Acabou que ele acreditou, o bispo acreditou e hoje temos ali um dos mais belos e concorridos Santuários marianos do mundo, com muitos milagres e muitas conversões.

Apenas há quatro anos o Papa Pio XI tinha proclamado o dogma da Imaculada Conceição, e Nossa Senhora veio, em pessoa, confirmar o dogma e nos dar a certeza de que o Papa não erra quando pronuncia uma sentença definitiva de fé.

No início houve uma proibição da parte das autoridades para que o povo visitasse o lugar, mas depois o imperador Napoleão III consentiu no acesso à gruta. Peregrinos de todas as partes do mundo vão buscar e Lourdes não só o milagre para a cura das doenças do corpo, mas a cura da alma e a paz de espirito.

Nossa Senhora é Mãe de Jesus e nossa Mãe, por isso se preocupa com seus filhos no mundo todo. Por isso ela aparece onde Jesus permite, não para nos trazer novas revelações, mas para nos pedir que vivamos conforme a vontade de Deus, afastados dos pecados, e que tenhamos uma vida de oração e de penitência pela nossa conversão e pela conversão dos pecadores afastados de Deus.

Que neste seu dia, ela nos conceda a sua Paz e a sua Bênção! Nos consagremos a ela uma vez mais com toda a nossa vida, com tudo o que somos, temos e fazemos, colocando em suas mãos inexpugnáveis todos os nossos queridos.


Fonte: CLÉOFAS





segunda-feira, fevereiro 03, 2020

SÃO BRÁS


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É costume muito antigo da Igreja, invocar a intercessão dos santos, especialmente os mártires, contra as doenças, calamidades e outros infortúnios da vida terrena. Diz a Liturgia que “na presença de Deus intercedem por nós sem cessar”. Por isso, o calendário litúrgico contempla a cada dia a memória dos santos. Até mesmo a Igreja celebra em 1º de novembro a festa de todos os santos, para celebrar também aqueles cujo nome e história não conhecemos.


A tradição da Igreja aprovou a prática dos santos protetores das cidades, dos países, dos profissionais, pelos seus méritos na morte ou na atividade ligada a uma determinada causa. Assim, temos centenas de santos padroeiros de todas as profissões.

No dia 3 de fevereiro, por exemplo, a Igreja Católica dá aos fiéis a Bênção de São Brás para a saúde da garganta, das cordas vocais, etc. Este costume litúrgico tem a sua base já no primeiro século quando a Igreja celebrava a Missa sobre o túmulo dos mártires do Império Romano, pedindo-lhes sua intercessão diante de Deus.

São Brás é padroeiro contra as doenças na garganta, porque, segundo as Atas do seu martírio, a caminho da execução, ele salvou a vida de um menino que estava próximo de morrer por engolir uma espinha de peixe. A mãe apresentou-se ao Santo Bispo com o menino ao colo. Brás levantou os olhos ao céu, suplicou ao Senhor, e logo a seguir o menino expeliu a espinha e ficou são. Contam-se outros milagres parecidos do Santo, de mesma natureza. Com isso a devoção a ele penetrou fundamente no coração do povo cristão.

São Brás foi um santo Bispo, martirizado em Sebaste, na Armênia, no tempo do imperador romano Licínio (308-323), e sua festa litúrgica entrou no calendário romano no século XI, pela grande devoção que começou então a ser-lhe dedicada na de Roma. Em sua honra levantaram-se lá não menos de 35 igrejas.

Seus pais eram ricos e puderam facilitar-lhe os estudos até a especializaçãoem medicina. Jámédico, ficou desiludido com os ideais humanos e deu-se inteiramente à perfeição cristã. Retirou-se do mundo e começou a vida solitária de oração e penitência. A fama de Santo espalhou-se na comunidade cristã de Sebaste e, quando houve a morte do bispo, todos o aclamaram como novo pastor. Mesmo sem desejar foi obrigado a aceitar. Segundo as Atas, o seu “palácio episcopal” continuou a ser a cova que antes habitara no monte Argeu. As Atas insistem na força taumatúrgica (milagres) do Santo, em favor dos pobres e enfermos.

Foi detido pelos soldados do prefeito na gruta do Monte Argeu. Trazido à cidade, propuseram-lhe que adorasse os deuses. O Santo negou-se decididamente: “Não quero ser amigo deles, porque não quero arder eternamente com os demônios”. Foi açoitado, torturado, submetido aos garfos com puas de ferro e lançado a um lago frio. Por último degolaram-no. Na Rússia é tido como advogado especial nas doenças dos animais, pelos milagres que realizou neles, segundo contam também as suas Atas.

A Benção de São Brás é simples e curta; o sacerdote ou diácono colocam duas velas bentas e cruzadas na garganta de cada fiel e pede a Deus, por intercessão do santo mártir, que a pessoa seja livre dos males da garganta. É um sacramental, que evidentemente depende da fé e devoção da pessoa, mas que têm evitado os males para quem acredita.


Fonte: Canção Nova



IV DOMINGO DO TEMPO COMUM

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O Papa Francisco rezou a oração mariana do Angelus deste domingo (02/02), Festa da Apresentação do Senhor e XXIV Dia Mundial da Vida Consagrada, com os fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro.

Na alocução que precedeu a oração, o Pontífice disse: “Celebramos hoje a Festa da Apresentação do Senhor: quando Jesus recém-nascido foi apresentado ao templo pela Virgem Maria e São José. Nesta data também se celebra o Dia da Vida Consagrada, que recorda o grande tesouro na Igreja daqueles que seguem o Senhor de perto, professando os conselhos evangélicos.”

Segundo o Evangelho, “quarenta dias após o nascimento, os pais de Jesus levaram o Menino a Jerusalém para consagrá-lo a Deus, conforme prescrito pela lei judaica”.


Movimento

“Ao descrever um rito previsto pela tradição, este episódio chama a nossa atenção para o exemplo de alguns personagens. Eles são pegos no momento em que fazem experiência do encontro com o Senhor no lugar em que Ele se faz presente e próximo ao homem. Trata-se de Maria e José, Simeão e Ana, que representam modelos de acolhimento e doação da vida a Deus. Eles não eram iguais. Eram diferentes, mas todos buscavam e se deixavam guiar pelo Senhor. O evangelista Lucas descreve todos eles numa dupla atitude: de movimento e admiração”, sublinhou o Papa.

A primeira atitude é o movimento. Maria e José vão em direção a Jerusalém. Por sua vez, Simeão, movido pelo Espírito, vai ao templo, enquanto Ana serve a Deus dia e noite sem cessar. Desse modo, os quatro protagonistas da passagem do Evangelho nos mostram que a vida cristã exige dinamismo e disponibilidade de caminhar, deixando-se guiar pelo Espírito Santo.

“A estagnação não combina com o testemunho cristão e com a missão da Igreja. O mundo precisa de cristãos que se movam, que nunca se cansam de andar pelas estradas da vida, para levar a todos a palavra consoladora de Jesus.”

A seguir, o Papa disse que “todo batizado recebeu a vocação para o anúncio, para a missão evangelizadora! As paróquias e várias comunidades eclesiais são chamadas a incentivar o compromisso dos jovens, famílias e idosos, para que todos possam ter uma experiência cristã, vivendo a vida e a missão da Igreja como protagonistas”.


Admiração

A segunda atitude com a qual São Lucas apresenta os quatro personagens da história é a admiração. Maria e José “ficaram maravilhados com o que se dizia Dele. A admiração é uma reação explícita também do velho Simeão, que no Menino Jesus vê com seus próprios olhos a salvação realizada por Deus em favor de seu povo. E o mesmo acontece com Ana, que «também começou a louvar a Deus» e ir mostrar Jesus às pessoas. Esta é uma santa faladora, conversava bem, falava de coisas boas, não coisas ruins. Dizia, anunciava: uma santa que ia de uma mulher para outra mostrando-lhes Jesus.

Segundo o Pontífice, “essas figuras de fiéis são circundadas pela admiração, porque se deixam cativar e se envolver pelos eventos que aconteciam diante de seus olhos”.


Capacidade de se surpreender

A capacidade de se surpreender com as coisas que nos circundam, favorece a experiência religiosa e torna fecundo o encontro com o Senhor. Ao contrário, a incapacidade de nos surpreender nos torna indiferentes e amplia as distâncias entre o caminho de fé e a vida cotidiana.

Francisco concluiu, pedindo à “Virgem Maria para que nos ajude a contemplar todos os dias em Jesus o dom de Deus para nós, e a nos deixar envolver por Ele no movimento do dom, com admiração alegre, para que toda a nossa vida se torne um louvor a Deus no serviço aos irmãos”.

Após a oração mariana do Angelus, o Santo Padre recordou que a Itália celebra, neste domingo, o Dia pela Vida sobre o tema “Abram as portas para a vida”. Unindo-se à mensagem dos bispos, o Pontífice “deseja que este dia seja uma ocasião para cuidar e proteger a vida humana desde o início até o seu fim natural”.

“Também é necessário combater toda forma de violação da dignidade, mesmo quando está em jogo a tecnologia ou a economia, abrindo as portas para novas formas de fraternidade solidária.”



Fonte : vaticanonews