sábado, novembro 30, 2019

ADVENTO









Advento é uma palavra latina que significa aproximar-se, vir chegando aos poucos. Durante as quatro semanas do Advento, a gente se prepara para o Natal. No Advento, ouvimos as vozes sempre atuais dos profetas bíblicos, anunciando a vinda do Messias. Também ouvimos a voz de João Batista e do próprio Jesus, anunciando a proximidade do Reino de Deus.

Tempo do Advento é próprio do Ocidente. Foi instituído para que os fiéis se preparassem para a celebração do Natal, mas em pouco tempo adquiriu também um significado escatológico: de fato, recorda a dupla vinda do Senhor, isto é, a vinda entre os homens e a vinda no final dos tempos.

O Advento é tempo de alegre expectativa. O tempo do Advento é para toda a Igreja, momento de forte mergulho na liturgia e na mística cristã. É tempo de espera e esperança, de estarmos atentos e vigilantes, preparando-nos alegremente para a vinda do Senhor, como uma noiva que se enfeita, se prepara para a chegada de seu noivo, seu amado.

Origem do Advento

Há relatos de que o Advento começou a ser vivido entre os séculos IV e VII, em vários lugares do mundo, como preparação para a festa do Natal. No final do século IV, na Gália (atual França) e na Espanha, tinha caráter ascético, com jejum, abstinência e duração de 6 semanas como na Quaresma (quaresma de S. Martinho). Este caráter ascético para a preparação do Natal se devia à preparação dos catecúmenos para o batismo na festa da Epifania.

Somente no final do século VII, em Roma, é acrescentado o aspecto escatológico do Advento, recordando a segunda vinda do Senhor. Só após a reforma litúrgica é que o Advento passou a ser celebrado nos seus dois aspectos: a vinda definitiva do Senhor e a preparação para o Natal, mantendo a tradição das 4 semanas.

Teologia do Advento

O Advento recorda a dimensão histórica da salvação, evidencia a dimensão escatológica do mistério cristão e nos insere no caráter missionário da vinda de Cristo. Jesus, que de fato se encarna e se torna presença salvífica na história, confirmando a promessa e a aliança feita ao povo de Israel. Deus que, ao se fazer carne, plenifica o tempo (Gl 4,4) e torna próximo o Reino (Mc 1,15) .

O Advento recorda também o Deus da revelação, Aquele que é, que era e que vem (Ap 1, 4-8), que está sempre realizando a salvação, mas cuja consumação se cumprirá no "dia do Senhor", no final dos tempos.

O caráter missionário do Advento se manifesta na Igreja pelo anúncio do Reino e a sua acolhida pelo coração do homem, até a manifestação gloriosa de Cristo. As figuras de João Batista e Maria são exemplos concretos da missionariedade de cada cristão, quer preparando o caminho do Senhor, quer levando o Cristo ao irmão para o santificar. Não se pode esquecer que toda a humanidade e a criação vivem em clima de advento, de ansiosa espera da manifestação cada vez mais visível do Reino de Deus.


Espiritualidade do advento

Deus é fiel às suas promessas: o Salvador virá; daí a alegre expectativa, que deve, nesse tempo, não só ser lembrada, mas vivida, pois aquilo que se espera acontecerá, com certeza. Portanto, não se está diante de algo irreal, fictício, passado, mas diante de uma realidade concreta e atual. A esperança da Igreja é a esperança de Israel, já realizada em Cristo, mas que só se consumará definitivamente na parusia do Senhor. Por isso, o brado da Igreja característico nesse tempo é "Maranatha"! Vem, Senhor Jesus!

O tempo do Advento é tempo de esperança, porque Cristo é a nossa esperança (1Tm 1, 1); esperança na renovação de todas as coisas, na libertação das nossas misérias, pecados, fraquezas, na vida eterna, esperança que nos forma na paciência diante das dificuldades e tribulações da vida, diante das perseguições.

O Advento também é tempo propício à conversão. Sem um retorno de todo o nosso ser a Cristo, não há como viver a alegria e a esperança na expectativa da Sua vinda. É necessário que "preparemos o caminho do Senhor" nas nossas próprias vidas, "lutando até o sangue" contra o pecado, através de uma maior disposição para a oração e mergulho na Palavra.

Fonte: a12.com

sexta-feira, novembro 29, 2019

FESTA DE NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS











A Virgem Maria sempre foi chamada de Nossa Senhora

O título de Senhor e Senhora, desde os primeiros séculos do Cristianismo, eram usados para os senhores de escravos, muito comum naquele tempo. Dentro desse contexto, a Virgem Maria disse ao anjo: “Eis aqui a escrava do Senhor” (Lc 1,38).

Por que chamamos a Virgem Maria de Nossa Senhora

“Jesus é o Senhor”, como disse São Paulo (Fl 2,11); é o Rei dos Reis; e Sua Mãe é Rainha por consequência. Por isso, a Igreja entendeu que deveria chama-lá de Senhora. Os súditos do Rei eram também servos da Rainha. Ora, se somos súditos de Jesus, o somos também de Maria. A Ladainha Lauretana chama a Virgem Maria de Rainha dos Anjos, Rainha dos Santos, Rainha dos Apóstolos, Rainha dos Mártires, Rainha dos Confessores, Rainha das Virgens, Rainha dos Profetas. Ora, toda Rainha é Senhora em seu reino.


Agradável a Deus, aos anjos e aos homens

A Virgem Maria é aquela “cheia do Espírito Santo”, como a saudou sua prima Santa Isabel, que em alta voz disse: “Bendita és tu entre as mulheres” (Lc 1,42). Ela é “a filha predileta de Deus”, diz o Concílio Vaticano II (LG n. 53), “aquela que, na Santa Igreja, ocupa o lugar mais alto depois de Cristo e o mais perto de nós” (Lumen Gentium, n. 54).

São Bernardo, doutor da Igreja, o apaixonado cantor da Virgem Maria, no Sermão 47 diz: “Ave Maria, cheia de graça, porque é agradável a Deus, aos anjos e aos homens. Aos homens, por causa de sua fecundidade; aos anjos, por sua virgindade; a Deus por sua humildade. Ela mesma atesta que Deus olhou para ela porque viu sua humildade”.


São Tomas de Aquino afirmou: “A bem-aventurada Virgem Maria, pelo fato de ser Mãe de Deus, tem uma espécie de dignidade infinita por causa do bem infinito que é Deus”. Ela é Senhora!

“A graça que adornou a Santíssima Virgem sobrepujou não só a de cada um em particular, mas a de todos os santos reunidos”, afirma Santo Afonso de Ligório, doutor da Igreja. Por isso, ela cantou no Magnificat: “Desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações, porque realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é Santo” (Lc 1,42). Ela é Senhora!


Exemplo de todas as virtudes

Maria é um “espelho especialíssimo de Deus”, diz São Tomás de Aquino: “Os outros santos são exemplos de virtudes particulares: um foi humilde, outro casto, outro misericordioso, e assim nos são oferecidos como exemplos de uma virtude. Mas a bem-aventurada Virgem é exemplo de todas as virtudes”, diz o santo.

São Bernardo e Santo Antônio, doutores da Igreja, afirmam que, “para ser eleita e destinada à dignidade de Mãe de Deus, devia a Santíssima Virgem possuir uma perfeição tão grande e consumada, que nela excedesse todas as outras criaturas”. Ela é Nossa Senhora!

“Quem se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado” (Mt 23,12). Repetiu várias vezes o Senhor. Logo que Deus determinou fazer-se Homem para redimir o homem decaído e assim manifestar ao mundo Sua misericórdia infinita, certamente buscava entre todas as mulheres aquela que fosse a mais santa e humilde para ser Sua Mãe. Como diz o Livro dos Cânticos: “Há um sem número de virgens (a meu serviço), mas uma só é a minha pomba, a minha eleita” (Ct 6,8-9).

Foi por sua imensa humildade que Deus tanto exaltou Maria e a fez Sua Mãe, Rainha e Senhora nossa. E a própria Virgem diz no seu canto: “porque olhou para a humildade de sua serva” (Lc 1,48).

Foi essa “humildade” profunda e real que tanto encantou o coração de Deus, fez com que a elegesse a “bendita entre as mulheres”, Sua Mãe, nossa Mãe e Senhora.

Fonte: Canção Nova














quinta-feira, novembro 28, 2019

AVENIDA SÃO CONRADO - Montes Claros - MG











Desde 12 de setembro de 2017 através da Câmara dos Vereadores da cidade de Montes Claros em Minas Gerais, no bairro Mirante do Sol, uma das novas ruas deste novo empreendimento, São Conrado de Konstanz foi homenageado pois a avenida mais importante do bairro recebeu o nome do nosso padroeiro. Agradecemos a todos os que sugeriram e aprovaram a denominação da antiga avenida “Um” para “Avenida São Conrado”.








Montes Claros é um município brasileiro no norte do estado de Minas Gerais. Localiza-se a norte da capital do estado, distando desta cerca de 422 km. Ocupa uma área de 3 568,941 km², sendo que 38,7 km² estão em perímetro urbano e os 3 543,334 km² restantes constituem a zona rural. Sua população, conforme estimativa do IBGE de 2019, era de 409 341 habitantes.


Montes Claros foi emancipada no século XIX, tendo, há bastante tempo, a indústria e o comércio como importantes atividades econômicas, sendo considerada um polo industrial regional. Atualmente é formada por dez distritos e subdividida ainda em cerca de 200 bairros e povoados. Conta com diversos atrativos naturais, históricos ou culturais, como os Parques Municipal Milton Prates, Guimarães Rosa e Sapucaia, que são importantes áreas verdes, e construções como a Catedral de Nossa Senhora Aparecida e a Igrejinha dos Morrinhos, além dos vários sítios arqueológicos.


Fonte: pt.wikipedia.org/wiki/Montes_Claros









quarta-feira, novembro 27, 2019

FESTA DE SÃO CONRADO









Por ocasião da Solenidade de São Conrado de Constança, presidiu a Eucaristia Fr Roan , pároco da Paróquia de Santa Mônica, no Leblon. A razão da comunidade de São Conrado convidar os padres agostinianos recoletos tem haver com a própria história da Paróquia de São Conrado . Fr Francisco Martínez , já falecido, foi o primeiro pároco da então criada paróquia em julho de 1969. A presença de Fr Roan , Fr José Antônio, Fr Salvador e Fr Manolo e de Padre Marcos , atual pároco , é um sinal de reconhecimento do trabalho realizado pelos padres agostinianos em São Conrado antes e depois da criação da Paróquia.


HOMILIA DE FR ROAN NA SOLENIDADE DE SÃO CONRADO, 26 DE NOVEMBRO DE 2019. NO JUBILEU DE OURO DA CRIAÇÃO DA PAROQUIA DE SÃO CONRADO 1969/2019


PARA INÍCI0 DE CONVERSA

Se não temos grandes conhecimentos de geografia, saberemos, no mínimo, com certeza, que a terra se move em, pelos menos, dois movimentos:
O movimento que a terra faz em torno do sol (que ela realiza em um ano) chamado movimento de translação
E o movimento que a terra faz em torno de seu próprio eixo (que ela realiza em um dia) chamado movimento de rotação
A terra, "a nossa mãe terra, que nos sustenta e nos leva", como cantava S. Francisco de Assis nos ensina que devemos estar em movimento... Sempre... Nesse exato momento, sem percebermos estamos nos movendo... Em rotação... Em translação...


O EVANGELHO DA SAÍDA

O texto evangélico que acabamos de escutar foi acrescentado, em algum momento ao Evangelho de Marcos como um apêndice onde se recolhe o mandato final de Jesus: "Ide pelo mundo inteiro e proclamai o Evangelho a toda criatura"
"Ide": o Evangelho não deve ficar parado no interior do pequeno grupo dos discípulos de Jesus
"Ide": Ele precisa sair e se deslocar para chegar "ao mundo inteiro", "a toda a criatura"
Os discípulos de Jesus realizaram este imperativo a partir de duas atitudes: confiança absoluta ação de Deus e responsabilidade de serem discípulos-missionários


OS EVANGELIZADORES EM SAÍDA

"Ide pelo mundo inteiro e proclamai o Evangelho a toda criatura": compreenderam bem essa confiança em Deus e responsabilidade de serem seus discípulos, tantos missionários que saíram de suas terras, de suas culturas, do seu modo de crer e expressar a fé (até mesmo "saíram" do seu modo de falar!) e anunciaram o Evangelho em novas culturas. Graças sejam dadas por estas vidas!!!
Sim: Hoje, nessa Eucaristia, damos graças a Deus porque o Evangelho chegou a nós, em nossa realidade de Brasil, de Rio de Janeiro, de S. Conrado por tantos homens e mulheres "em movimento"
Damos graças a Deus porque aqui, nessa Comunidade, a confiança absoluta na ação de Deus nunca faltou, assim como nunca faltou a responsabilidade de anunciar sua Boa Notícia de Salvação


UMA IGREJA EM SAÍDA

Como ontem, hoje precisamos fazer perguntas que nos balizarão nosso movimento como Igreja:
Por quais caminhos Deus anda buscando os homens e mulheres do nosso tempo? Como Ele quer ser Boa notícia ao ser humano dos nossos dias?
Nesta Festa de São Conrado, iluminados pela Palavra do Evangelho e animados pelo zelo das almas que cultivou nosso Padroeiro durante a sua vida de Pastor, busquemos viver na absoluta confiança em Deus
Deus continua trabalhando com amor infinito nos corações e nas consciências de todos os seus filhos e filhas
Deus não está bloqueado por nenhuma crise econômica, nenhuma crise de valores, nem sequer por uma crise de fé: Ele não está esperando que, a partir da Igreja, nós ponhamos em funcionamento nossos planos de restauração ou projetos de inovação
Ele continua atuar em homens e mulheres de boa vontade, em todos os tempos e lugares, porque os tempos e os lugares são dEle... Descubramos este agir silencioso de Deus nos corações de nossos irmãos/ãs
Por outra parte, Deus é o Deus-humilde que não dispensa nossa colaboração
Também nesta Festa de São Conrado, iluminados pela palavra do Evangelho e animados pelo zelo das almas que cultivou nosso Padroeiro durante a sua vida de Pastor, somos convidados a movermos, em direção àquela "Igreja em saída" tão pedida pelo nosso Papa Francisco e tão necessária em nossos dias
Uma comunidade de discípulos-missionários de Jesus que sai de si mesma porque tem uma riqueza para partilhar com os homens e mulheres de hoje... Formemos uma Igreja em saída, em movimento, no agir silencioso de nossa presença na vida de nossos irmãos/ãs
Uma comunidade de discípulos-missionários de Jesus que é hospital de campanha e campo de refugiados,
num mundo cada vez mais necessitado da presença de Deus e da presença de verdadeiros irmãos
Construamos, juntos, o Reino que escutávamos domingo passado: "Reino de Verdade e de Vida, de Santidade e de Graça, Reino da Justiça, do Amor e da Paz", que pela graça de Deus se aproxima de cada de nós como dom e tarefa: dom de Deus e tarefa nossa. Feliz e Santa Festa de S. Conrado a todos!!!



















terça-feira, novembro 26, 2019

SOLENIDADE DE SÃO CONRADO DE CONSTANÇA









O Welf Konrad nasceu por volta do ano 900. Ele recebeu sua educação espiritual no capítulo da catedral de Constança , entrou na comunidade canônica e foi eleito em 934 por seus co-cânones e sob a influência do bispo de Augsburgo, Ulrich von Augsburg (923-973), como bispo de Constança.

No seu exercício como bispo e, portanto membro, da igreja imperial otoniana, encontramos São Conrado pelo menos esporadicamente nas relações com o reino de Otto I, o Grande (936-973).São Conrado participou da peregrinação a Roma e da coroação imperial do governante no inverno 961/962.
Noutras viagens São Conrado retorna a Roma e Jerusalém , onde ele fez três peregrinações. Entre outras coisas, elas serviram para trazer relíquias. As inspirações de Roma e Jerusalém determinaram o programa de construção que o bispo executou em sua cidade, no período romano. As basílicas patriarcais de Roma serviram de modelo para a fundação da igreja: em frente à cidade, São Conrado construiu a Paulskirche de forma análoga a São Paulo Fora dos Muros e igreja de São João construída de acordo com São João de Latrão, ele também renovou a Laurentiuskirche (mais tarde capela do conselho de São Lourenço, que não existe mais hoje). Sob a impressão de suas peregrinações a Jerusalém, ele mandou construir a rotunda das Maurícias como uma réplica da Igreja do Santo Sepulcro , que poderia servir como um destino de peregrinação regional.

A homenagem aos santos Maurício e Lourenço - este último foi o dia do santo (10 de agosto) da famosa batalha em Lechfeld de 955 - também apontam para o Império Franconiano-Alemão Oriental . O imperador Otto I agradeceu a São Conrado em um documento datado de 21 de fevereiro de 962, poucos dias após sua coroação como imperador, aprovando a construção da catedral. A comemoração relacionada revelou os laços estreitos entre bispo e o imperador, culminando com a permanência de Otto na cidade episcopal de Conrado, em agosto de 972, e no festival Pelagius, no dia 28 deste mês.

Como se deu a devoção e a canonização de São Conrado de Konstanz?

A devoção a São Conrado data dentre 1084 a 1110, a ele foi oferecido um culto local pois seus ossos foram transladados para a igreja de São Mauricio, catedral recém-construída. Havia por parte de Ulrich I (1111 – 1127) um interesse de estabelecer devoções regionais, segundo “a sagrada vita” podemos ler relatos de curas e resgates milagrosos atribuidos a São Conrado , que foram apresentados a santa sé em Roma, e ao Papa Calisto II (1119 – 1124) . Em março de 1123, foi decidida a canonização de Conrado de Konstanz pelo Conselho Lateranese


A canonização "real" ocorreu no magnus conventus , o "grande encontro" em Constança, no final de novembro de 1123, com a participação de três duques, muitos condes, clérigos, abades e monges e muitos fiéis no dia 26 de novembro, o dia da  morte de Conrado de Konstanz , em uma elaborada celebração litúrgica, os ossos do santo foram enterrados em um novo santuário e venerados. No entanto, as relíquias de Constança foram destruídas no tempo da Reforma . O crânio porém foi conservado e está na Konstanz Münster .  



   Abadia de St. Gallen, na cidade de São Galo na Suíça.



A Abadia de São Galo foi, durante um longo período de tempo, na Idade Média, uma das principais abadias Beneditinas da Europa. Está localizada na cidade de São Galo, na actual Suíça.






Igreja Münster em konstanz na Alemanha.

segunda-feira, novembro 25, 2019

SOLENIDADE DE CRISTO REI










Celebrar a Festa de Cristo Rei do Universo não é celebrar um Deus forte, dominador que Se impõe aos homens do alto da sua onipotência e que os assusta com gestos espetaculares; mas é celebrar um Deus que serve, que acolhe e que reina nos corações com a força desarmada do amor. A cruz - ponto de chegada de uma vida gasta na construção do "Reino de Deus" - é o trono de um Deus que recusa qualquer poder e escolhe reinar no coração dos homens através do amor e do dom da vida. 

Entende-se que o poder divino, na vida de Jesus, aconteceu pela doação e pelo serviço a favor da vida humana. A Cruz foi o momento alto deste poder divino, por isso, a Cruz é o trono de Jesus, representa o poder de Jesus, que se traduz como fonte da vida plena. É do alto da Cruz que adoramos Jesus como nosso Rei com o poder de nos libertar do poder das trevas e fazer-nos participantes da luz divina.

Em termos pessoais, a Festa de Cristo Rei convida-nos, também, a repensar a nossa existência e os nossos valores. Diante deste "rei" despojado de tudo e pregado numa cruz, não nos parecem completamente ridículas as nossas pretensões de honras, de glórias, de títulos, de aplausos, de reconhecimentos? Diante deste "rei" que dá a vida por amor, não nos parecem completamente sem sentido as nossas manias de grandeza, as lutas para conseguirmos mais poder, as invejas mesquinhas, as rivalidades que nos magoam e separam dos irmãos? Diante deste "rei" que se dá sem guardar nada para si, não nos sentimos convidados a fazer da vida um dom?

Quando compreendemos o significado profundo da Cruz de Jesus Cristo, não nos causa estranheza que o Evangelho da solenidade que proclama Jesus Cristo Rei do Universo, seja aquele da crucifixão. Compreendemos que não aclamamos um rei que morre na Cruz, mas um Rei que é nosso Deus e doador da vida plena. Se levamos conosco uma cruz, que esta não seja apenas um enfeite, mas uma memória visível daquilo que ela representa: a fonte da vida divina, na qual Jesus doa sua vida plena para mim. Que esta mesma Cruz seja para nós motivo e incentivo para sermos promotores da dignidade da vida humana em todos os momentos de nossas existências. Amém! 




sexta-feira, novembro 22, 2019

JESUS FILHO DE DAVI









“…Podemos perceber melhor que a salvação da humanidade foi preparada na história por meio do povo de Israel”

Em sua coluna no jornal O São Paulo, da arquidiocese paulistana, o pe. Cido Pereira respondeu nesta semana à seguinte pergunta enviada por uma leitora:

Por que Jesus é chamado de Filho de Davi?

Davi foi um rei santo de Israel. Um rei poeta que nos deixou belíssimos salmos. O livro dos Salmos pode ser usado como um livro de orações, porque há salmos de súplica, de louvor, de gratidão e de arrependimento.

Davi pecou muito também. Arrependeu-se, porém, e Deus o perdoou. Davi viveu entre os anos 1010 a 970 antes de Cristo. A Tradição da Igreja reconhece nele um antepassado de Cristo. O nome Filho de Davi dado a Jesus nos lembra que Cristo é o salvador prometido.

Jesus é verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Como verdadeiro Deus, Ele é a segunda pessoa da Santíssima Trindade, Ele é o Filho de Deus. Mas Jesus também quis ser o Filho do Homem, quis ser Deus conosco. Por isso, ao colocar Jesus como o Messias, o Senhor de nossas vidas, o Rei do Universo, a Igreja abre a escritura e identifica Jesus como da descendência de Davi. É por isso que na Semana Santa, quando revivemos a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, nós cantamos louvores a Ele dizendo: “Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas!”

A palavra “messias” quer dizer “ungido”. A esperança de um messias sempre esteve presente no coração de Israel, e essa esperança, pouco a pouco, foi sendo colocada em um futuro descendente da família real de Davi. É correto dizer que Jesus era da descendência de Davi. Dessa forma, podemos perceber melhor que a salvação da humanidade foi preparada na história por meio do povo de Israel.


Fonte: Aleteia

quinta-feira, novembro 21, 2019

A HISTÓRIA DA APRESENTAÇÃO DE MARIA NO TEMPLO








Uma história sem evidências Bíblicas, mas que é celebrada todos os anos pela Igreja
Amemória que a Igreja celebra no dia 21 de novembro não tem fundamentos claros nos Evangelhos Canônicos. O que existe são algumas pistas no chamado Proto-evangelho de Tiago, livro de Tiago. O acontecimento que celebramos tem embasamento na Tradição que a liga à Dedicação da Igreja de Santa Maria Nova, construída em 543, perto do templo de Jerusalém.
Os manuscritos não canônicos contam que Joaquim e Ana, por muito tempo não tinham filhos, até que nasceu Maria, cuja infância dedicou totalmente e livremente a Deus, impelida pelo Espírito Santo desde sua concepção imaculada.

Diz o Proto-evangelho de Tiago sobre a apresentação de Maria no Tempo:

Os meses foram passando para a menina e quando ela completou dois anos, Joaquim disse a Ana: ¨Vamos levá-la ao Templo do Senhor para cumprirmos a promessa que fizemos, para que o Senhor não reclame e nossa oferenda se torne inaceitável a seus olhos¨. Ana respondeu: ¨Vamos esperar que ela complete três anos, para que não venha sentir saudade de nós¨. E Joaquim respondeu: ¨Vamos aguardar¨. Quando completou três anos, Joaquim disse: ¨Chame as meninas hebreias, virgens, e que, duas a duas, tomem uma lâmpada acesa para que a menina [Maria] não olhe para trás e seu coração se prenda por algo fora do Templo de Deus¨. E assim foi feito e subiram ao Templo do Senhor. Então o sacerdote a recebeu, a beijou e abençoou-a. E disse [à Maria]: ¨O Senhor engrandeceu o teu nome diante de todas as gerações. No final dos tempos, manifestará em ti Sua redenção aos filhos de Israel¨.Então fez [Maria] sentar-se no terceiro degrau do altar e o Senhor derramou Sua graça sobre ela. Ela dançou e cativou toda a casa de Israel.

Tanto no Oriente quanto no Ocidente observamos esta celebração mariana nascendo do meio do povo e com muita sabedoria sendo acolhida pela Liturgia Católica. Por isso esta festa aparece no Missal Romano a partir de 1505, e busca exaltar a Jesus através daquela que muito bem soube isto fazer com a vida, como partilha Santo Agostinho, em um dos seus Sermões:

“Acaso não fez a vontade do Pai a Virgem Maria, que creu pela fé, pela fé concebeu, foi escolhida dentre os homens para que dela nos nascesse a salvação; criada por Cristo antes que Cristo nela fosse criado? Fez Maria totalmente a vontade do Pai e por isto mais valeu para ela ser discípula de Cristo do que mãe de Cristo; maior felicidade gozou em ser discípula do que mãe de Cristo. E assim Maria era feliz porque já antes de dar à luz o Mestre, trazia-o na mente”.

A Beata Maria do Divino Coração dedicava devoção especial à festa da Apresentação de Nossa Senhora, de modo que quis que os atos mais importantes da sua vida se realizassem neste dia.

Nossa Senhora da Apresentação, rogai por nós!

(Com informações de Canção Nova)

Fonte: Aleteia

quarta-feira, novembro 20, 2019

CONTRA O RACISMO






O dia nacional da consciência negra, cuja finalidade é a superação da discriminação, especialmente contra os de pele negra ou similar, é boa ocasião para falarmos do racismo.

Antropologicamente, a palavra “raça”, referindo-se a seres humanos, está superada, pois biologicamente significa “subespécie” e conota um preconceito contra certos grupos humanos, o que vem a ser “racismo”. Às vezes se usa o termo “raça” para identificar um grupo cultural ou étnico-linguístico, mas seriam preferíveis os termos “população”, “etnia” ou “cultura”.

A Igreja já se pronunciou diversas vezes contra o preconceito baseado na cor da pele ou na etnia, proclamando, firmada na divina Revelação, a dignidade de toda a pessoa criada à imagem de Deus, a unidade do gênero humano no plano do Criador e a reconciliação com Deus de toda a humanidade pela Redenção de Cristo, que destruiu o muro de ódio que separava os mundos contrapostos, para que em Cristo se recapitulassem todos os seres humanos. Com essas premissas, a Igreja prega o respeito recíproco dos grupos étnicos e das chamadas “raças” e a sua convivência fraterna. A mensagem de Cristo foi para todos os povos e nações, sem distinção nem preferências. É o tema repetido por São Paulo: “Não há distinção entre judeu e grego, porque todos têm um mesmo Senhor...” (Rm 10,12); “já não há judeu nem grego, nem escravo nem livre..., pois todos vós sois um em Cristo Jesus” (Gal 3, 28).

Infelizmente, com a descoberta e colonização do Novo Mundo, no século XVI, começaram a surgir abusos e ideologias racistas. Os Papas não tardaram a reagir. Assim, em 1537, na Bula Sublimis Deus, o Papa Paulo II denunciava os que consideravam os indígenas como seres inferiores e solenemente afirmava: “No desejo de remediar o mal que foi causado, nós decidimos e declaramos que os chamados Indígenas, bem como todas as populações com que no futuro a cristandade entrará em relação, não deverão ser privados da sua liberdade e dos seus bens – não obstante as alegações contrárias – ainda que eles não sejam cristãos, e que, ao contrário, deverão ser deixados em pleno gozo da sua liberdade e dos seus bens”. Mais tarde, o Papa Urbano VIII teve até que excomungar aqueles que detinham escravos indígenas. Essas normas da Igreja nem sempre foram obedecidas, mesmo por muitos dos seus membros. Quando começou o tráfico de negros, vendidos pelos próprios africanos como escravos e trazidos para as novas terras, os Papas e os teólogos pronunciaram-se contra essa prática abominável. O Papa Leão XIII condenou-a com vigor na sua encíclica In Plurimis, de maio de 1888, ao felicitar o Brasil por ter abolido a escravidão. E o Papa São João Paulo II não hesitou, no seu discurso aos intelectuais africanos, em Yaoundé, em 13 de agosto de 1985, em deplorar que pessoas pertencentes a nações cristãs tenham contribuído para esse tráfico de negros.

E quando, fruto da ideologia racista do século XVIII e XIX (Nietzsche), surgiu na Alemanha o partido totalitário nacional-socialista (Nazi), Pio XI, na encíclica Mit Brennender Sorge, condenou as doutrinas nazistas da superioridade da raça ariana sobre as demais.


Fonte: Dom Fernando Arêas Rifan 

segunda-feira, novembro 18, 2019

XXXIII DOMINGO DO TEMPO COMUM







1 – A normalidade da vida e o fim do mundo

Como sabemos, no final do Ano Litúrgico e início de um novo Ano Litúrgico, a Palavra convida-nos a refletir sobre final dos tempos. A profecia de Malaquias fala do “Dia do Senhor”, que é o dia do julgamento final e, Jesus, no Evangelho, comenta sobre catástrofes naturais e sobre guerras. Um cenário que explica o fim do mundo pela destruição. A finalidade da Palavra, na Liturgia deste penúltimo Domingo do Tempo Comum, é chamar atenção para o fim de todas as coisas: as pedras e a beleza do grandioso Templo de Jerusalém irão desmoronar. Como devemos nos comportar diante disso? A proposta está na 2ª leitura: trabalhando e ganhando o pão cotidiano. Um bom conselho para acordar e assustar os preguiçosos: “quem não quiser trabalhar, não deve comer”. Não esperamos o fim do mundo na preguiça e no medo, mas trabalhando para ter nosso pão cotidiano.



2 – Dois sinais a se prestar atenção

Jesus garante que todas as coisas terão um fim. Nada é eterno, nada durará para sempre nesta terra. Toda criatura e toda a criação seguem o processo natural do envelhecimento e da morte. Por isso, estamos dentro da normalidade em se tratando do fim de tudo. Mesmo assim, Jesus pede atenção a dois fatos: os sinais pavorosos que aparecerão no céu e, atenção para outro sinal: “antes, porém, que estas coisas aconteçam sereis presos e perseguidos...” O detalhe está em “antes, porém, que estas coisas aconteçam...” As perseguições contra os cristãos também são sinais do fim dos tempos. É um sinal importante porque nos coloca diante de uma escolha: continuar no discipulado ou abandoná-lo pelo medo das perseguições. Se os sinais de destruição acontecem fora de nós, a perseguição atinge a vida pessoal exigindo opção pessoal: de que lado ficarei?



3 – Sinais para atemorizar ou para esperançar? 

Como lidamos com isso? Ficamos atemorizados ou favorece o crescimento na esperança. A última frase de Jesus, no Evangelho, é uma Palavra para fazer crescer a esperança: “vós não perdereis um só fio de cabelo de vossa cabeça. É permanecendo firmes que ireis ganhar a vida”. Não é preciso fugir de casa ou se esconder em algum lugar onde Jesus aparecerá no juízo final, ou viver com a Bíblia debaixo do braço, ou pior ainda, crer numa data do fim do mundo. Nada disso: basta apenas viver na fidelidade ao Evangelho. Jesus não fala no final do mundo para nos atemorizar, mas para chamar atenção e nos preparar para aquela hora. É permanecendo firmes na Palavra, no ensinamento do Evangelho, que ganharemos a vida eterna. Amém! 













sábado, novembro 16, 2019

CRISTO REI DO UNIVERSO


         Świebodzin, Polônia.






REDAÇÃO CENTRAL, 20 Nov. 16 / 06:00 am (ACI).- No calendário litúrgico, hoje é a Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo, comumente conhecida como a Festa de Cristo Rei.

É o último domingo do ano litúrgico (o Advento começa em uma semana) e esta festa nos lembra que não importa o que os poderes da Terra nos pedem para fazer, Cristo é o verdadeiro rei que deve reinar em nossos corações.

Conheça 8 detalhes desta impressionante festa:


1. Foi instituída em 1925

Após a Primeira Guerra Mundial, em meio ao crescimento do comunismo na Rússia, por ocasião dos 1600 anos do Concílio de Niceia (325), o Papa Pio XI instituiu a festa em 1925 através da encíclica Quas Primas. Sua primeira celebração aconteceu em 1926.


2. Foi celebrada pela primeira vez no dia de Halloween em 1926

Originalmente, foi estabelecida para o último domingo de outubro, antes da Festa de Todos os Santos. No ano de 1926, quando foi celebrada pela primeira vez, esse domingo coincidiu com o dia 31 de outubro.


3. Foi o Beato Paulo VI que, em 1969, revisou a festa e lhe deu o nome e a data atuais

O Papa Paulo VI deu à festa seu atual título completo (Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo) e transferiu para o último domingo do ano litúrgico.


4. A festa foi uma resposta ao crescimento da secularização, do ateísmo e do comunismo

Enquanto o mundo pedia eloquentemente aos cristãos que deviam restringir sua religião e dar maior lealdade aos governos, o Papa Pio XI escreveu sobre a festa:

“Se todo o poder foi dado ao Senhor Jesus, no céu e na terra, se os homens, resgatados pelo seu sangue preciosíssimo, se tornam, com novo título, súditos de seu império, se, finalmente, este poder abraça a natureza humana em seu conjunto, é claro que nenhuma de nossas faculdades se pode subtrair a essa realeza. É mister, pois, que reine em nossas inteligências: com plena submissão, com adesão firme e constante, devemos crer as verdades reveladas e os ensinos de Cristo. É mister que reine em nossas vontades: devemos observar as leis e os mandamentos de Deus. É mister que reine em nossos corações: devemos mortificar nossos afetos naturais, e amar a Deus sobre todas as coisas”. (Quas Primas, 34)


5. Apesar de suas origens católicas, a festa é comemorada por muitos protestantes

Apesar de ter sido criada há menos de cem anos na Igreja Católica, alguns anglicanos, luteranos, metodistas e presbiterianos celebram a festa.


6. Na igreja protestante da Suécia, este domingo é chamado “Domingo da Condenação”

Embora oficialmente os protestantes da Suécia celebrem esta festa como “O regresso de Cristo”, seu nome coloquial “Domingo da Condenação” procede do fato de que dão um enfoque particular ao Juízo Final e à segunda vinda de Cristo.


7. Alguns anglicanos se referem a este domingo como “Domingo da agitação”

Tem esse nome por duas razões:

Em primeiro lugar, a oração coleta anglicana para o dia começa com as palavras “agitado, despertado, te suplicamos, ó Senhor, as vontades de teus fiéis”.

Em segundo lugar, algumas das antigas receitas do pudim de pão doce requerem que o pudim seja agitado e se assente durante várias semanas antes de ser assado. Este domingo se tornou um dia em que as pessoas tradicionalmente começavam a preparar o pudim cristão, que incluía “agitar”.

Esses dois dados se uniram nas mentes dos anglicanos e, segundo a Wikipédia: “Supostamente, os cozinheiros, esposas e seus servos iam à igreja, escutavam as palavras ‘agitados, te suplicamos, ó Senhor...’ e recordavam, por associação de ideias, que já era hora de começar a agitar os pudins de Natal”.


8. A estátua de “Cristo Rei” da Polônia é a maior estátua de Jesus Cristo Rei do Universo no mundo

Com 33 metros de altura (um metro para cada ano da vida terrena de Jesus) e 3 metros de base, a estátua de Cristo Rei de Swlebodzin, no noroeste da Polônia, é três metros mais alta do que o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro.


Fonte: acidigital.com