quarta-feira, abril 29, 2020

SAGRADO E PERIGOSO

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Por causa do julgamento no STF da ADI 5581, que trata da descriminalização do aborto em grávidas de filhos doentes com o Vírus Zika, discutiu-se mais uma vez a questão do aborto provocado, contra o qual devemos ter argumentos sólidos e sadios.
​A nossa Constituição Federal, art. 5º, já tem como cláusula pétrea a inviolabilidade da vida humana, e considera que todos são iguais perante a lei, que visa o bem de todos, mesmo os doentes. Não podem ser discriminados. Não compete a ninguém julgar quem merece morrer ou viver. E o nosso Código Penal considera crime o aborto. Ademais, há que se levar em conta que o povo brasileiro, em sua grande maioria, já se manifestou ser contra o aborto. E, para os cristãos, vige o V Mandamento da Lei de Deus: “Não Matarás”, que proíbe matar um inocente.

Na sociedade, há um lugar privilegiado, especialmente seguro, refúgio para todos os seus membros: a família, “santuário da vida”, “igreja doméstica”. Na família, há uma pessoa especial, a mãe, geradora da vida, objeto querido do nosso amor, pois é aquela da qual nascemos. E na mãe, há um lugar “sagrado”, o útero materno, sacrário onde a vida é gerada. Assim, no santuário da vida, a família, está esse sacrário da vida, o útero materno, lugar como que sagrado, protegido e seguro. O próprio Deus, quando enviou o seu Filho ao mundo para habitar entre nós, o aconchegou em um útero materno, o da Santíssima Virgem Maria, no qual o Verbo se fez carne e começou a ser um de nós. Por isso dizemos a Maria Santíssima: “bendito é o fruto do vosso ventre”, repetindo a saudação de Isabel (Lc 1, 42).
No caso de um aborto provocado, quando uma vida humana em gestação é artificialmente tirada, sob qualquer pretexto, é no útero materno que tal crime acontece, portanto no lugar mais sagrado do mundo, e, deveria ser, no lugar mais protegido por todas as leis do mundo.
​Raciocinemos: se uma criança já está fora do útero materno, após seu nascimento, não importando o tempo de sua gestação, até bem antes dos nove meses normais, ela é protegida por lei, em qualquer país civilizado, e seu assassinato é por todos considerado um crime hediondo. Todos condenam o infanticídio, seja por que pretexto for. Mas se essa criança ainda estiver no útero materno, a proteção já não é tão segura e ela não é tão protegida pela lei, dos homens, variável segundo a determinação dos que fazem as leis ou as interpretam. São esses homens que pretendem determinar até quando e se vale a pena a vida ser vivida ou não? 
​Assim, o útero materno, ao invés de ser um lugar seguro, tornou-se, por vontade dos homens, um lugar perigoso e arriscado. Fora dele se estaria seguro. Nele, corre-se o risco de ser assassinado sem maiores problemas. É a lógica dos homens, que pensam ser Deus.
Chamava o Papa São Pio X de monstruosa e detestável iniquidade, própria do tempo em que vivemos, a pretensão de o homem se colocar no lugar de Deus. Foi a tentação dos nossos primeiros pais. Estão aí os absurdos consequentes dessa pretensão.


Bispo da Administração Apostólica Pessoal
São João Maria Vianney

terça-feira, abril 28, 2020

COMUNHÃO NAS RUAS E CONDOMÍNIOS

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“Estamos afastados, distantes; virtualmente próximos, mas fisicamente pensamos que o outro é um inimigo. Mais do que nunca, a Igreja precisa recuperar a experiência da comunidade. Não podemos viver de Eucaristias virtuais. Precisamos retornar o quanto antes à celebração dos sacramentos, especialmente o da Reconciliação e o da Eucaristia. Precisamos retornar o mais rápido possível a essa vida da Igreja”.”

Dom Edmundo,
Arcebispo de Assunção no Paraguai





No último Domingo , III da Páscoa, dia 26 de abril , levamos mais uma vez , eu e alguns Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão , o Corpo de Cristo a 104 paroquianos que nos receberam nas calçadas, portões de casas , condomínios e apartamentos . Agradecemos a Deus pois desde o Domingo 12 de abril mais de 200 paroquianos comungaram e celebraram a Páscoa apesar da quarentena.


Padre Marcos















segunda-feira, abril 27, 2020

III DOMINGO DA PÁSCOA

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Na nossa caminhada pela vida, fazemos, frequentemente, a experiência do desencanto, do desalento, do desânimo. As crises, os fracassos, o desmoronamento daquilo que julgávamos seguro e em que apostamos tudo, a falência dos nossos sonhos deixam-nos frustrados, perdidos, sem perspectivas. Então, parece que nada faz sentido e que Deus desapareceu do nosso horizonte... No entanto, a catequese que Lucas nos propõe hoje garante-nos que Jesus, vivo e ressuscitado, caminha ao nosso lado. Ele é esse companheiro de viagem que encontra formas de vir ao nosso encontro - mesmo se nem sempre somos capazes de O reconhecer - e de encher o nosso coração de esperança.

Como é que Ele nos fala? Como é que Ele faz renascer em nós a esperança? Como é que Ele nos passa esse suplemento de entusiasmo que nos permite continuar? Lucas responde: é através da Palavra de Deus, escutada, meditada, partilhada, acolhida no coração, que Jesus nos indica caminhos, nos aponta perspectivas novas, nos dá a coragem de continuar, depois de cada fracasso, a construir uma cidade ainda mais bonita. Que lugar é que a Palavra de Deus desempenha na minha vida? Tenho consciência de que Jesus me fala e me aponta caminhos de esperança através da sua Palavra?

Quando é que os olhos do nosso coração se abrem para descobrir Jesus, vivo e atuante? Lucas responde: é na partilha do Pão eucarístico. Sempre que nos sentamos à mesa com a comunidade e partilhamos o pão que Jesus nos oferece, damo-nos conta de que o Ressuscitado continua vivo, caminhando ao nosso lado, alimentando-nos ao longo da caminhada, ensinando-nos que a felicidade está no dom, na partilha, no amor. Sempre que nos juntamos com os irmãos à volta da mesa de Deus, celebrando na alegria e na festa o amor, a partilha e o serviço, encontramos o Ressuscitado a encher a nossa vida de sentido, de plenitude, de vida autêntica.

E quando O encontramos? Que fazer com Ele? Lucas responde: Temos de levá-lo  para os caminhos do mundo, temos de partilhá-lo com os nossos irmãos, temos de dizer a todos que Ele está vivo e que oferece aos homens (através dos nossos gestos de amor, de partilha, de serviço) a vida nova e definitiva.













sexta-feira, abril 24, 2020

SÃO JORGE

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A existência do popularíssimo são Jorge, por vezes, foi colocada em dúvida. Talvez porque sua história sempre tenha sido mistura entre as tradições cristãs e lendas, difundidas pelos próprios fiéis espalhados entre os quatro cantos do planeta. Contudo encontramos na Palestina os registros oficiais de seu testemunho de fé. O seu túmulo está situado na cidade de Lida, próxima de Tel Aviv, Israel, onde foi decapitado no século IV, e é local de peregrinação desde essa época, não sendo interrompida nem mesmo durante o período das cruzadas. Ele foi escolhido como o padroeiro de Gênova, de várias cidades da Espanha, Portugal, Lituânia e Inglaterra e um sem número de localidades no mundo todo. Até hoje, possui muitos devotos fervorosos em todos os países católicos, inclusive no Brasil. A sua imagem de jovem guerreiro, montado no cavalo branco e enfrentando um terrível dragão, obviamente reporta às várias lendas que narram esse feito extraordinário. A maioria delas diz que uma pequena cidade era atacada periodicamente pelo animal, que habitava um lago próximo e fazia dezenas de vítimas com seu hálito de fogo. Para que a população inteira não fosse destruída pelo dragão, a cidade lhe oferecia vítimas jovens, sorteadas a cada ataque. Certo dia, chegou a vez da filha do rei, que foi levada pelo soberano em prantos à margem do lago. De repente, apareceu o jovem guerreiro e matou o dragão, salvando a princesa. Ou melhor, não o matou, mas o transformou em dócil cordeirinho, que foi levado pela jovem numa corrente para dentro da cidade. Ali, o valoroso herói informou que vinha da Capadócia, chamava-se Jorge e acabara com o mal em nome de Jesus Cristo, levando a comunidade inteira à conversão. De fato, o que se sabe é que o soldado Jorge foi denunciado como cristão, preso, julgado e condenado à morte. Entretanto o momento do martírio também é cercado de muitas tradições. Conta a voz popular que ele foi cruelmente torturado, mas não sentiu dor. Foi então enterrado vivo, mas nada sofreu. Ainda teve de caminhar descalço sobre brasas, depois jogado e arrastado sobre elas, e mesmo assim nenhuma lesão danificou seu corpo, sendo então decapitado pelos assustados torturadores. Jorge teria levado centenas de pessoas à conversão pela resistência ao sofrimento e à morte. Até mesmo a mulher do então imperador romano. São Jorge virou um símbolo de força e fé no enfrentamento do mal através dos tempos e principalmente nos dias atuais, onde a violência impera em todas as situações de nossas vidas. Seu rito litúrgico é oficializado pela Igreja católica e nunca esteve suspenso, como erroneamente chegou a ser divulgado nos anos 1960, quando sua celebração passou a ser facultativa. A festa acontece no dia 23 de abril, tanto no Ocidente como no Oriente.



No dia 23 de abril de 2020, no 7º ano da morte do Pe Marcos Antônio, foi abençoada a nova placa da alameda que ganhou o seu nome. Após a missa das 18h Pe Marcos e a comunidade rezaram pelo descanso eterno do padre “Marcão”, numa singela homenagem e memória aquele que foi pároco desta comunidade.













quarta-feira, abril 22, 2020

MÁRTIRES ATUAIS

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O martírio é o testemunho, pelo sofrimento e mesmo a morte, da verdade de uma causa. Tiradentes, por exemplo, é considerado mártir da independência. O maior de todos os mártires foi Jesus Cristo, cuja Paixão e Morte por nosso amor celebramos na Semana Santa e cuja vitória sobre a morte comemoramos na Páscoa.

“Bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça, porque deles é o reino dos céus” (Mt 5,10). Esta é a oitava bem-aventurança, exclamações com as quais Jesus começou o seu “sermão da montanha”, resumo do seu Evangelho. A perseguição e o martírio se tornaram uma característica dos discípulos de Jesus. “Sereis expulsos, perseguidos, presos, açoitados, mortos, por causa do meu nome, levados à presença de reis e governadores, para testemunhar de mim perante eles” (Mc13,9 - Lc21,13 – Jo16,2, passim). Assim o martírio, testemunho pelo sofrimento por causa da Fé ou da virtude, sempre esteve presente na Igreja, desde os primeiros tempos, como vemos nos Atos dos Apóstolos, passando pelas perseguições romanas até aos tempos modernos.

Os arquivos do Vaticano contêm farta documentação sobre a perseguição dos cristãos no século XX. Baseado neles, no seu livro de 455 páginas “Eles foram mortos por causa de sua Fé”, o escritor Andrea Riccardi, professor de história contemporânea na Universidade de Roma, narra o martírio dos católicos em todo o mundo no século passado, que continuam atualmente. Impressiona a descrição do “holocausto” cristão no Nazismo, no Comunismo, nas terras de missões, no México, na Espanha, na África, etc.

Além dos mártires da Fé, temos os mártires da caridade, da pureza e da justiça, os mártires das guerras, do terrorismo e das máfias. Entre os 12.818 mártires, temos 4 cardeais, 122 bispos, 5.173 padres diocesanos, 4.872 religiosos, 159 seminaristas, além de centenas de leigos.

E atualmente são milhares de cristãos que são feridos, presos e mortos por causa da sua fé em países comunistas e muçulmanos. É realmente a visão do 3 o segredo de Fátima: o Papa caminhando sobre os cadáveres dos cristãos mártires que tombaram, vitoriosamente, pela sua Fé. Também podemos considerar mártires, nessa pandemia do Covid-19, os que estão arriscando sua saúde e vida, em prol do atendimento ao próximo. Sacerdotes, médicos, enfermeiros, ajudantes, serventes, policiais, etc. Que Deus os abençoe e proteja, preparando para eles uma grande recompensa por tão generosa dedicação.

Jesus disse: “Ninguém tem amor maior do que aquele que dá a vida por seus amigos” (Jo 15,13). Como, aliás, ele mesmo o fez: “Amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei” (Jo 15, 12). “Estava doente, e cuidastes de mim... Em verdade, vos digo: todas as vezes que fizestes isso a um destes mais pequenos, que são meus irmãos, foi a mim que o fizestes!” (Mt 25, 36 e 40).



Fonte: Dom Fernando Arêas Rifan

segunda-feira, abril 20, 2020

II DOMINGO DA PÁSCOA

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A comunidade cristã gira em torno de Jesus, constrói-se à volta de Jesus e é Dele que recebe vida, amor e paz. Sem Jesus, estaremos secos e estéreis, incapazes de encontrar a vida em plenitude; sem Ele, seremos um rebanho de gente assustada, incapaz de enfrentar o mundo e de ter uma atitude construtiva e transformadora; sem Ele, estaremos divididos, em conflito, e não seremos uma comunidade de irmãos...

A comunidade tem de ser o lugar onde fazemos verdadeiramente a experiência do encontro com Jesus ressuscitado. É nos gestos de amor, de partilha, de serviço, de encontro, de fraternidade, que encontramos Jesus vivo, a transformar e a renovar o mundo.

Não é em experiências pessoais, íntimas, fechadas e egoístas que encontramos Jesus ressuscitado; mas encontramo-Lo no diálogo comunitário, na Palavra partilhada, no pão repartido, no amor que une os irmãos em comunidade de vida.

Como é que se chega à fé em Cristo ressuscitado?
João responde: podemos fazer a experiência da fé em Cristo vivo e ressuscitado na comunidade dos crentes, que é o lugar natural onde se manifesta e irradia o amor de Jesus. Tomé representa aqueles que vivem fechados em si próprios (está fora) e que não faz caso do testemunho da comunidade, nem percebe os sinais de vida nova que nela se manifestam. Em lugar de se integrar e participar da mesma experiência, pretende obter (apenas para si próprio) uma demonstração particular de Deus.

Tomé acaba, no entanto, por fazer a experiência de Cristo vivo no interior da comunidade. Porquê? Porque no "dia do Senhor" volta a estar com a sua comunidade. É uma alusão clara ao Domingo, ao dia em que a comunidade é convocada para celebrar a Eucaristia: é no encontro com o amor fraterno, com o perdão dos irmãos, com a Palavra proclamada, com o pão de Jesus partilhado, que se descobre Jesus ressuscitado.

A experiência de Tomé não é exclusiva das primeiras testemunhas; todos os cristãos de todos os tempos podem fazer esta mesma experiência. 









sábado, abril 18, 2020

O que é o Domingo da Divina Misericórdia, que celebramos neste dia 19

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Quem o incluiu no calendário da Igreja foi São João Paulo II, no ano 2000, ao canonizar Santa Faustina Kowalska

AIgreja Católica celebra, no segundo Domingo da Páscoa, um dia especialmente dedicado à Divina Misericórdia.

Quem o incluiu no calendário da Igreja foi São João Paulo II, no ano 2000, ao canonizar Santa Faustina Kowalska. Ele declarou:

“É importante que acolhamos inteiramente a mensagem que nos vem da palavra de Deus neste segundo Domingo de Páscoa, que de agora em diante, na Igreja inteira, tomará o nome de ‘Domingo da Divina Misericórdia’” (Homilia, 30 de abril de 2000).

A base desta devoção, de fato, vem de revelações privadas a Santa Faustina, religiosa polonesa que recebeu as mensagens de Jesus sobre sua Divina Misericórdia no povoado de Plock, na Polônia.

A Divina Misericórdia é vinculada de modo especial ao Evangelho do segundo Domingo da Páscoa, representada no momento em que Jesus aparece aos discípulos no Cenáculo, após a ressurreição, e lhes dá o poder de perdoar ou reter os pecados. Este momento está registrado em João 20,19-31. Essa passagem abrange a aparição de Jesus Ressuscitado ao apóstolo São Tomé, quando Jesus o convida a tocar em Suas chagas no oitavo dia depois da Ressurreição (João 20,26). Por isso mesmo, é utilizado na liturgia oito dias depois da Páscoa.


Uma data inserida maravilhosamente neste tempo litúrgico

Para entender ainda mais completamente o que é o Domingo da Misericórdia, precisamos antes entender melhor o tempo litúrgico em que ele se insere: o Tempo Pascal, período que dura cinquenta dias que são “como um só”:

“Os cinquenta dias entre o Domingo da Ressurreição e o Domingo de Pentecostes devem ser celebrados com alegria e júbilo, como se se tratasse de um só e único dia festivo, como um grande Domingo” (Normas Universais do Ano Litúrgico, nº 22).


O Tempo Pascal

O Tempo Pascal começou na Vigília Pascal, com a Ressurreição de Cristo, e é celebrado durante sete semanas, até a vinda do Espírito Santo no Domingo de Pentecostes (que significa, em grego, “cinquenta dias”).

Esse tempo litúrgico de imensa força e significado é uma profunda celebração da Páscoa de Cristo, que passa da morte à vida – a palavra “Páscoa”, aliás, significa precisamente “passagem”, conforme o sentido literal do termo na tradição judaica.

O Tempo Pascal é também a Páscoa da Igreja, Corpo de Cristo, que passa para a Vida Nova do Senhor e no Senhor. É um tempo que prolonga a alegria inigualável da Ressurreição e aguarda, ao final destes cinquenta dias, o dom do Espírito Santo na festa de Pentecostes. Um testemunho de Tertuliano, ainda no século II, já nos conta que, neste período, não se jejua, mas se vive em prolongada alegria.


A Oitava da Páscoa

A primeira das sete semanas deste tempo litúrgico é a assim chamada “Oitava da Páscoa”, a ser encerrada com o “Domingo da Oitava da Páscoa”.

O termo “oitava” se refere ao oitavo dia após a festa de referência – neste caso é a Páscoa, mas também existem a Oitava de Pentecostes, da Epifania, de Corpus Christi, de Natal, da Ascensão e do Sagrado Coração de Jesus, que são as “oitavas privilegiadas”, além de outras oitavas consideradas “comuns” (como a da Imaculada Conceição e a da solenidade de São José, entre outras) ou “simples” (como a de Santo Estêvão e a dos Santos Inocentes, por exemplo).

Todo o período compreendido entre a festa principal e seu oitavo dia é considerado como uma só celebração prolongada.


O Domingo da Oitava da Páscoa

Trata-se do domingo que encerra a oitava da Páscoa, ou seja, é o segundo domingo do Tempo Pascal, sendo que o primeiro foi o próprio Domingo da Páscoa, a grande solenidade da Ressurreição de Cristo.

O “Domingo da Oitava da Páscoa” também costumava ser chamado de Domingo “in Álbis” (ou seja, domingo “vestido de branco”), já que, nesse dia, os neófitos (novos batizados) depunham a túnica branca do batismo.

Popularmente, também já foi chamado de “Pascoela”, ou “pequena Páscoa”, e, ainda, de “Domingo do Quasimodo”, devido às duas primeiras palavras em latim (“quasi modo”) cantadas no introito.


Um nome adicional e complementar: o Domingo da Misericórdia!

Desde o ano 2000, este mesmo segundo domingo do Tempo Pascal recebe mais um nome, o de “Domingo da Divina Misericórdia”, conforme a disposição de São João Paulo II.

É nesse dia, aliás, que chega ao fim a Novena à Divina Misericórdia, iniciada na Sexta-Feira Santa.


E depois, o que virá?

Depois ainda teremos, dentro deste riquíssimo tempo litúrgico, a festa da Ascensão do Senhor – que é celebrada no sétimo domingo de Páscoa e não mais necessariamente aos quarenta dias após a Ressurreição, porque o sentido da celebração é mais teológico do que cronológico.

Por fim, o período pascal se encerra com a vinda do Espírito Santo, em Pentecostes.


Características deste período

A unidade desta Cinquentena que é o Tempo Pascal se destaca no Círio Pascal, que permanece aceso em todas as celebrações até o Domingo de Pentecostes para expressar o mistério pascal comunicado aos discípulos de Jesus.

É com esta mesma intenção que se organizam as leituras da Palavra de Deus nos oito domingos do Tempo Pascal: a primeira leitura é sempre dos Atos dos Apóstolos, o livro que conta a história da Igreja primitiva e da sua difusão da Páscoa do Senhor. A segunda leitura muda conforme os ciclos, podendo ser da primeira Carta de São Pedro, da primeira Carta de São João e do livro do Apocalipse.


Indulgência plenária

A celebração da Divina Misericórdia é enriquecida com a possibilidade de indulgência plenária:

“Para fazer com que os fiéis vivam com piedade intensa esta celebração, o mesmo Sumo Pontífice (João Paulo II) estabeleceu que o citado Domingo seja enriquecido com a Indulgência Plenária”, “para que os fiéis possam receber mais amplamente o dom do conforto do Espírito Santo e desta forma alimentar uma caridade crescente para com Deus e o próximo e, obtendo eles mesmos o perdão de Deus, sejam por sua vez induzidos a perdoar imediatamente aos irmãos” (Decreto da Penitenciaria Apostólica de 2002).

sexta-feira, abril 17, 2020

O SINAL DA RESSURREIÇÃO

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A Páscoa, maior festa do calendário cristão, é a celebração da gloriosa Ressurreição de Jesus Cristo, a sua vitória sobre o pecado, sobre a morte e sobre a aparente derrota da Cruz. Cristo ressuscitou glorioso para nunca mais morrer, dando-nos o penhor da nossa vitória e da nossa ressurreição. A Páscoa é a festa da alegria e da esperança na vitória futura.

Mesmo tendo sido profetizada por Jesus em diversas ocasiões, como sendo o maior de todas os sinais da sua divindade, os Apóstolos demoraram a crer nela. Eles estavam apavorados com a prisão, o julgamento, a paixão e a morte de Jesus, seu Mestre, e com medo de que o mesmo poderia acontecer com eles. A suposição de que eles poderiam roubar o corpo de Jesus é completamente sem fundamento. Os inimigos de Jesus, fariseus e chefes religiosos, sabiam que ele profetizara sua ressurreição no terceiro dia. Por isso foram a Pilatos e pediram que mandasse soldados guardar com segurança o sepulcro de Jesus, o que foi feito: “puseram em segurança o sepulcro, lacrando a pedra e colocando a guarda” (Mt 27, 66). O fato da ressurreição de Jesus não foi algo inventado pelos Apóstolos, eles mesmos incrédulos e temerosos. Só foram convencidos quando foram ao sepulcro e o encontraram vazio, conforme relataram as santas mulheres, que lá foram primeiro para terminar a unção de seu corpo. Foram convencidos mais ainda quando o Senhor lhes apareceu, mostrou-lhes as chagas e comeu com eles no Cenáculo. Tomé, representando a incredulidade de muitos, só acreditou depois que Jesus lhe fez colocar a mão nas suas chagas e penetrar no seu lado aberto pela lança.

Além disso, o próprio Sudário, o lençol que envolveu o corpo do Senhor e com o qual foi sepultado, que guardou misteriosamente a imagem dele e dos seus sofrimentos, ficou no sepulcro, quando Jesus ressuscitou. Era natural que, se alguém tivesse roubado o corpo, o teria levado envolto no lençol.

Ademais, “se se considera a importância que tem o sábado na tradição do Antigo Testamento, baseada no relato da criação e no Decálogo, torna-se evidente que só um acontecimento com uma força extraordinária poderia provocar a renúncia ao sábado e sua substituição pelo primeiro dia da semana. Só um acontecimento que se tivesse gravado nas almas com uma força fora do comum poderia haver suscitado uma mudança tão crucial na cultura religiosa da semana... Para mim, a celebração do Dia do Senhor, que distingue a comunidade cristã desde o princípio, é uma das provas mais fortes de que aconteceu uma coisa extraordinária nesse dia: o descobrimento do sepulcro vazio e o encontro com o Senhor Ressuscitado” (Bento XVI – Jesus de Nazaré II). Este fato extraordinário foi a base da pregação dos Apóstolos. Para testemunhar a verdade da Ressurreição de Jesus, os Apóstolos e mártires de todas as idades deram o seu sangue e a sua vida.

Feliz Páscoa para todos: fiquemos alegres com a esperança que Jesus Cristo nos dá com o seu triunfo, penhor da nossa vitória no Céu, onde todos esperamos nos encontrar.



Fonte: Dom Fernando Arêas Rifan

quarta-feira, abril 15, 2020

PÁSCOA NAS RUAS

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Hoje, é o momento propício para atravessarmos as fronteiras de nossos quintais e irmos ao encontro de quem necessita de nosso carinho, conforto e ternura. No leito de dor encontraremos o próprio Cristo sofredor: “Estive doente e me visitastes” (cf. Mt 25,36).

Em cada visita que realizamos, levamos não somente nosso amor, mas o próprio Cristo. E que, ao chegar ao fim deste ano, você possa olhar para trás e dizer com o coração agradecido: “Eu fiz a diferença na vida de alguém!”.

O mundo tem necessidade de pessoas que tenham a coragem de semear o bem e levar a misericórdia aos mais necessitados. Nas Sagradas Escrituras, encontramos um sábio conselho que desperta nosso coração para a assistência aos irmãos doentes: “Não temas visitar doentes, porque serás amado por isso” (cf. Ecl 7,35) Acredite: o mundo pode ser melhor com pequenos gestos de amor que você praticar.

No dia 12 de abril , Páscoa de Nosso Senhor Jesus Cristo , fizemos chegar com ajuda preciosa dos Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão e dos funcionários  , 148  partículas aos irmãos e irmãs isolados , além da comunhão distribuída no Portão de São José para quem não pôde participar da Eucaristia Dominical ,  enfim 160  irmãos puderam comungar pela Páscoa durante o período de quarentena.


Deus seja louvado!
















terça-feira, abril 14, 2020

DOMINGO DE PÁSCOA

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Desejo feliz Páscoa a você e a todos nós, que juntos celebramos esta solene a alegre Liturgia pascal aqui na nossa comunidade. Desejo feliz Páscoa a todas as famílias da nossa comunidade. Que em cada casa de família, neste Domingo, todos se abracem para celebrar domesticamente a Páscoa de Jesus Cristo. Desejo feliz Páscoa a todos que sofrem ou padecem de alguma doença, aqui na nossa comunidade. Que o “aleluia pascal” traga conforto na dor, fortalecimento na fé, crescimento na esperança. Feliz Páscoa às crianças, aos adolescentes, aos jovens para que vivam suas vidas na liberdade e nos caminhos da alegria e da fé na Ressurreição de Jesus.

Todo o Novo Testamento fundamenta-se no anúncio mais importante da história humana: a Ressurreição de Jesus. Anuncia, mas não diz como foi. No Evangelho que ouvimos, conta a experiência de Maria Madalena e dos Apóstolos deparando-se com o túmulo vazio. Por isso, crer na Ressurreição não se limita a saber como aconteceu a Ressurreição, mas em fazer a experiência existencial da fé na Ressurreição de Jesus. A 1ª leitura aponta para um modo de fazer esta experiência: viver como Jesus que, passou por este mundo fazendo o bem. Crer na Ressurreição consiste em não desperdiçar nenhuma oportunidade para fazer o bem. Quem vive fazendo o bem sente a alegria da Ressurreição em sua vida. A 2ª leitura indica outro modo de fazer experiência da fé na Ressurreição de Jesus: vivendo na terra, mas valorizando as coisas do alto, aquilo que é de Deus. Não se envolvendo com o fermento do mundo, mas levedando-se com o fermento do Evangelho e assumindo o estilo de vida proposto por Jesus.

O início do Evangelho dizia que Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada, quando ainda não era dia, quando ainda era escuro. O caminho da fé na Ressurreição de Jesus não é totalmente claro, especialmente no início. Na maior parte das vezes é feito na penumbra, sem a claridade da luz do dia. É um caminho que se caracteriza pela procura. Alguns, como João, correm mais depressa e chegam antes; outros são como Pedro, mais lentos, e chegam depois. Mas todos precisamos fazer experiência de tomar contato com a Ressurreição de Jesus. É uma experiência que sempre conta com a companhia da Palavra do Evangelho, da partilha do pão e do vinho, como aconteceu com os discípulos de Emaús. É uma experiência que não se faz sozinho, mas na companhia da Igreja, como dizia o Evangelho, todos correndo juntos, para juntos encontrar-se e experimentar a Ressurreição de Jesus. Feliz Páscoa!