quarta-feira, outubro 18, 2017

SÃO LUCAS,DIA DO MÉDICO


Quando você decide juntar-se à equipe de MSF, faz mais do que uma escolha profissional; faz também uma opção de vida. Nossos profissionais são pessoas que, acima de tudo, acreditam no trabalho humanitário imparcial, neutro e independente realizado pela organização mundo afora e sentem-se motivadas por ele. Os profissionais de MSF não são voluntários; recebem remunerações e participam de processos de seleção rigorosos. Não são, no entanto, os salários que atraem e retêm os profissionais na organização e, sim, a satisfação de trabalhar por uma causa que contribui para a vida de tantas pessoas.


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terça-feira, outubro 17, 2017

SANTA MARGARIDA MARIA


Margarida nasce em 22 de julho de 1647 no pequeno povoado de Lautecour na França. 
Seu pai Claudio Alacoque, juiz e notário. A mãe Filiberta Lamyn. Os filhos são cinco. A menor é Margarida. O pároco, Antonio Alacoque, tio dele, batiza-a aos três dias de nascida. Ela diz em sua autobiografia que desde pequena lhe concedeu Deus que Jesus Cristo fora o único dono de seu coração. E lhe concedeu outro grande favor: um grande horror ao pecado, de maneira que até a mais pequena falta lhe resultava insuportável. 

Diz que sendo ainda uma menina, um dia na elevação da Santa Hóstia na Missa fez a Deus a promessa de manter-se sempre pura e casta. Voto de castidade. 

Aprendeu a rezar o rosário e o recitava com especial ardor cada dia e a Virgem Santíssima lhe correspondeu livrando-a de muitos perigos. 

Levam-na ao colégio das Clarissas e aos nove anos faz a Primeira Comunhão. Diz "Desde esse dia o bom Deus me concedeu tanta amargura nos prazeres mundanos, que embora como jovem inexperiente que era às vezes os buscava, resultavam-me muito amargos e desagradáveis. Em troca encontrava um gosto especial na oração". 

Veio uma enfermidade que a teve paralisada por vários anos. Mas ao fim lhe ocorreu consagrar-se à Virgem Santíssima e lhe oferecer propagar sua devoção, e pouco depois Nossa Senhora lhe concedeu a saúde. 

Era muito jovem quando ficou órfã de pai, e então a mãe de Dom Claudio Alacoque e duas irmãs dele, vieram à casa e se apoderaram de tudo e a mãe de Margarida e seus cinco filhos ficaram como escravizados. Tudo estava sob chave e sem a permissão das três mandonas mulheres não saía ninguém da casa. Assim não permitiram a Margarida nem sequer sair entre semana à igreja. Ela se retirava a um rincão e ali rezava e chorava. Arreganhavam-na continuamente. 

Em meio de tantas penas lhe pareceu que Nosso Senhor lhe dizia que desejava que ela imitasse o melhor possível na vida de dor ao Divino Mestre que tão grandes pena e dores sofreu em sua Paixão e morte. Em diante a ela não só não desgosta que lhe cheguem penas e dores mas sim aceita tudo isto com o maior gosto por assemelhá-lo melhor possível a Cristo sofredor. 

O que mais a fazia sofrer era ver quão mal e duramente tratavam a sua própria mãe. Mas lhe insistia em que oferecessem tudo isto por amor de Deus. Uma vez a mamãe adoeceu tão gravemente de erisipela que o médico diagnosticou que aquela enfermidade já não tinha cura. Margarida se foi então a assistir a uma Santa Missa pela saúde da doente e ao voltar encontrou que a mãe tinha começado a curar de maneira admirável e inexplicável. 

O que mais lhe atraía era o Sacrário onde está Jesus Sacramentado na Sagrada Hóstia. Quando ia ao templo sempre se colocava o mais próxima possível ao altar, porque sentia um amor imenso para o Jesus Eucaristia e queria lhe falar e escutá-lo. 

Aos 18 anos por desejo de seus familiares começou a arrumar-se esmeradamente e a freqüentar amizades e festas sociais com jovens. Mas estes passatempos mundanos lhe deixavam na alma uma profunda tristeza. Seu coração desejava dedicar-se à oração e à solidão. Mas a família lhe proibia tudo isto. 

O demônio lhe trazia a tentação de que se fosse ser religiosa não seria capaz de perseverar e teria que devolver-se a sua casa com vergonha e desprestígio. Rezou à Virgem Maria e afastou este engano e tentação e a convenceu de que sempre a ajudaria e defenderia. 

Um dia depois de comungar sentiu que Jesus lhe dizia: "Sou o melhor que nesta vida pode escolher. Se te decidir a dedicar-se a meu serviço terá paz e alegria. Se ficar no mundo terá tristeza e amargura". Depois disso decidiu tornar-se religiosa, custasse o que custasse. 

No ano 1671 foi admitida na comunidade da Visitação, fundada por São Francisco de Sales. Entrou em convento do Paray-le=Monial. Uma de suas companheiras de noviciado deixou escrito: "Margarida deu muito bom exemplo às irmãs por sua caridade; jamais disse uma só palavra que pudesse incomodar a alguma, e demonstrava uma grande paciência ao suportar as duras reprimendas e humilhações que recebia freqüentemente". 

Puseram-na de ajudante de uma irmã que era muito forte de caráter e esta se desesperava ao ver que Margarida era tão tranqüila e calada. A superiora empregava métodos duros e violentos que faziam sofrer fortemente a jovem religiosa, mas esta nunca dava a menor amostra de estar desgostada. Com isto a estava preparando Nosso Senhor para que se fizesse digna das revelações que ia receber. 

Em 27 de dezembro de 1673 lhe apareceu pela primeira vez o Sagrado Coração de Jesus. Ela tinha pedido permissão para ir às quintas-feiras de 9 a 12 da noite a rezar diante do Santíssimo Sacramento do altar, em lembrança das três horas que Jesus passou orando e sofrendo no Horta do Getsemani. 

De repente se abriu o sacrário onde estão as hóstias consagradas e apareceu Jesus Cristo como o vemos em alguns quadros que agora temos nas casas. Sobre o manto seu Sagrado Coração, rodeado de chamas e com uma coroa de espinhos em cima, e uma ferida. Jesus assinalando seu coração com a mão lhe disse: "Eis aqui o coração que tanto amou às pessoas e em troca recebe ingratidão e esquecimento. Você deve procurar me desagravar". Nosso Senhor lhe recomendou que se dedicasse a propagar a devoção ao Coração do Jesus porque o mundo é muito frio em amor para Deus e é necessário entusiasmar às pessoas por este amor. 

Durante 18 meses o Coração do Jesus foi aparecendo. Pediu-lhe que se celebrasse a Festa do Sagrado Coração cada ano na sexta-feira da semana seguinte à festa do Corpo e o Sangue de Cristo (Corpus Christi). 

O Coração do Jesus fez à Santa Margarida umas promessas maravilhosas para os que praticarem esta formosa devoção. Por exemplo "Benzerei as casas onde seja exposta e honrada a imagem de meu Sagrado Coração. Darei paz às famílias. Aos pecadores os tornarei bons e aos que já são bons os tornarei santos. Assistirei na hora da morte aos que me ofereçam a comunhão das primeiras Sextas-feiras para me pedir perdão por tantos pecados que se cometem", etc. 

Margarida dizia ao Sagrado Coração: "por que não escolhe outra que seja Santa, para que propague estas mensagens tão importantes? Eu sou muito pecadora e muito fria para amar a meu Deus". Jesus lhe disse: "Escolhi a ti que é um abismo de misérias, para que apareça mais meu poder. E quanto a sua frieza para amar a Deus, te dou de presente uma faísca do amor de meu Coração". E lhe enviou uma faísca da chama que ardia sobre seu Coração, e desde esse dia a Santa começou a sentir um amor maior por Deus e era tal o calor que lhe produzia seu coração que em pleno inverno, a vários graus abaixo de zero, tinha que abrir a janela de sua habitação porque sentia que ia se queimar com tão grande chama de amor a Deus que sentia em seu coração. 

Nosso Senhor lhe dizia: "Não faça nada sem permissão das superioras. O demônio não tem poder contra as que são obedientes". 

Margarida adoeceu gravemente. A superiora lhe disse: "Acreditarei que sim são certas as aparições de que fala, se o Coração do Jesus lhe conceder a cura". Pediu ao Sagrado Coração que a curasse e ficou boa imediatamente. Desde esse dia sua superiora acreditou que sim na verdade lhe aparecia Nosso Senhor. 

Deus permitiu que enviassem de capelão ao convento de Margarida a São Claudio de Colombiere e este homem de Deus que era jesuíta, obteve que na Companhia do Jesus fora aceita a devoção ao Coração do Jesus. Depois disso os jesuítas a propagaram por todo mundo. 

Margarida foi nomeada Mestra de noviças. Ensinou às noviças a devoção ao Sagrado Coração (que consiste em imitar a Jesus em sua bondade e humildade e em confiar imensamente nele, em oferecer orações e sofrimentos e missas e comunhões para desagravá-lo, e em honrar sua Santa imagem) e aquelas jovens progrediram rapidíssimo em santidade. Logo ensinou a seu irmão (comerciante) esta devoção e o homem fez admiráveis progressos em santidade. Os jesuítas começaram a comprovar que nas casas onde se praticava a devoção ao Coração do Jesus as pessoas se tornavam muito mais fervorosas. 

O Coração de Jesus disse-lhe: "Se quiser me agradar confie em Mim. Se quiser me agradar mais, confia mais. Se quiser me agradar imensamente, confie imensamente em Mim". 

Antes de morrer obteve que em sua comunidade se celebrasse pela primeira vez a festa do Sagrado Coração do Jesus. 

Em 17 de outubro de 1690 morreu cheia de alegria porque podia ir estar para sempre no céu ao lado de seu amadíssimo Senhor Jesus, cujo Coração tinha ensinado ela a amar tanto neste mundo. 

Digamos de vez em quando as duas orações tão queridas para os devotos do Sagrado Coração: "Jesus manso e humilde de coração, faz nosso coração semelhante ao vosso"."Sagrado Coração do Jesus. Em vós confio". 



segunda-feira, outubro 16, 2017

XXVIII DOMINGO DO TEMPO COMUM


O que será de nós? Estamos nós livres de toda recusa? Estamos nós de verdade, seguros de não perder mais o Reino, de não ser retirados do banquete e jogados nas trevas exteriores? Também para nós a parábola reserva um cantinho uma grande advertência. Entre os novos convidados havia um que não estava trajado a rigor; um que se encontrava aí por acaso, cujos corações e sentimentos estavam longe: um oportunista, diríamos hoje, ou um parasita. Os outros convidados não têm condições de percebê-lo; são enganados; pensam que é um deles. Não pensa assim o patrão: seu olhar, logo que entrou na sala, dirigiu-se para ele: “Amigo, como entraste aqui?”.

Amigo, como entrastes aqui? Esta pergunta é dirigida a cada um de nós que nos encontramos agora na grande sala nupcial que é a Igreja, para o banquete que é a Eucaristia. Obriga-nos a entrar em nós mesmos e nos perguntar se não estamos também nós aqui sem a veste nupcial, se não estamos aqui por acaso, por costume, sem tomar parte e interesse por aquilo que aqui acontece; se não estamos também nós com o coração ausente e a mente perdida atrás dos próprios trabalhos e negócios.

O que está em questão não é, evidentemente, somente o fato de nós estarmos aqui – o motivo pelo qual viemos participar da missa -, mas é também, mais radicalmente, nosso modo de ser dentro da Igreja, nosso ser cristão.  Veio talvez a hora, mais uma vez, em que aqueles que adoram a Deus o devem adorar em espírito e verdade, como dizia Jesus à samaritana, isto é, interiormente e com os fatos, não por costumes ou por palavras. O tempo de tomar consciência e querer o que se realizou no batismo. Isto, talvez, queira dizer Jesus com a imagem da veste. Estar vestidos com a veste nupcial poderia significar revestir-se de obras evangélicas, daquele manto de boa vontade e caridade que cubra a nudez da nossa natureza.

“Destes adoradores, Deus tem necessidade”: isto é, daqueles que adoram com os fatos e não só com as palavras, daqueles que escutam a Palavra de Deus e a põem em prática a cada dia.


Somos nós deste grupo? De qualquer maneira, a Palavra de Deus nos convida para isso. Afirma-nos que podemos fazer parte deste grupo. Cristãos de verdade, convictos, felizes de sê-lo: cristãos afinal “em espírito e verdade”. Com nossas forças? Não; mas “o Senhor é meu pastor” cantamos no salmo responsorial, por isso nada nos irá faltar; os meios estão a nossa disposição. 























domingo, outubro 15, 2017

CANONIZAÇÃO DE NOVOS SANTOS E PROTOMÁRTIRES DA IGREJA


Cidade do Vaticano (RV) – A Igreja tem 35 novos Santos, e entre eles, 30 brasileiros. Na cerimónia presidida pelo Papa Francisco na manhã deste domingo (15/10) na Praça São Pedro, foram canonizados os mártires de Cunhaú e Uruaçu, os Protomártires do México – considerados os primeiros mártires do continente americano -, além do sacerdote espanhol Faustino Míguez, fundador do Instituto Calasanzio, Filhas da Divina Pastora, e do Frade Menor Capuchinho italiano Angelo d’Acri.

Após ser cantado o Veni Creator, o Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, Cardeal Angelo Amato, acompanhado pelos Postuladores das Causas, dirigiu-se até o Santo Padre para pedir para que se procedesse à canonização dos Beatos, mediante a leitura dos seus nomes.

A seguir, foi lida uma breve biografia dos novos Santos e entoada a Ladainha de todos os Santos, pedindo que por meio da Virgem Maria e de todos os Santos seja sustentado o ato que está para ser cumprido. Por fim, o Santo Padre leu a fórmula da canonização.

Se se perde de vista o amor, “a vida cristã torna-se estéril, torna-se um corpo sem alma, uma moral impossível, um conjunto de princípios e leis a serem respeitados sem um porquê”, sublinhou, a seguir Francisco, na sua homilia.

Inspirando-se no Evangelho de Mateus proposto pela Liturgia do dia, o Papa recorda na sua homilia que ”o Reino de Deus é comparável a uma Festa de Núpcias”. Nós, disse, “somos os amados, os convidados” para estas núpcias, mas “o convite pode ser recusado”. Neste sentido, somos chamados a “renovar a cada dia a opção de Deus”, vivendo segundo o amor verdadeiro, superando a resignação e os caprichos do nosso eu”.

Francisco iniciou a sua reflexão explicando que o protagonista da festa das núpcias “é o filho do rei, o noivo, no qual facilmente se vislumbra Jesus”. Mas na parábola, não se fala da noiva, “mas de muitos convidados, desejados e esperados: são aqueles, acrescenta, que trazem as vestes nupciais:

“Tais convidados somos nós, todos nós, porque o Senhor deseja «celebrar as bodas» com cada um de nós. As núpcias inauguram uma comunhão total de vida: é o que Deus deseja ter com cada um de nós. Por isso o nosso relacionamento com Ele não pode ser limitado ao dos devotos súbditos com o rei, ao dos servos fiéis com o patrão ou ao dos alunos diligentes com o mestre, mas é, antes de tudo, o relacionamento da noiva amada com o noivo”.

Em outras palavras – explica Francisco – o Senhor “não se contenta com o nosso bom cumprimento dos deveres e a observância das suas leis, mas quer uma verdadeira comunhão de vida connosco, uma relação feita de diálogo, confiança e amor”:

“Esta, vincou o Santo Padre, é a vida cristã, uma história de amor com Deus, na qual quem toma gratuitamente a iniciativa é o Senhor e nenhum de nós pode gloriar-se de ter a exclusividade do convite: ninguém é privilegiado perante aos outros, mas cada um é privilegiado diante de Deus. Deste amor gratuito, terno e privilegiado, nasce e renasce incessantemente a vida cristã”.

Francisco pergunta porém, se no nosso dia-a-dia nos recordamos de dizer “pelo menos uma vez”, “Senhor, eu vos amo. Vós sois a minha vida”:

“Com efeito, se se perde de vista o amor, a vida cristã torna-se estéril, torna-se um corpo sem alma, uma moral impossível, um conjunto de princípios e leis a respeitar sem um porquê. Ao contrário, o Deus da vida espera uma resposta de vida, o Senhor do amor espera uma resposta de amor”.

O Papa alerta para o perigo “de uma vida cristã rotineira, onde nos contentamos com a «normalidade», sem zelo nem entusiasmo e com a memória curta”.

Neste sentido, disse, somos chamados a reavivar a memória do primeiro amor: “somos os amados, os convidados para as núpcias, e a nossa vida é um dom, sendo-nos dada em cada dia a magnífica oportunidade de responder ao convite”.

Mas este convite pode ser recusado. O Evangelho – observa o Papa – relata que muitos convidados disseram não, pois “estavam presos aos próprios interesses”, “ao seu campo, ao seu negócio”.

A palavra “seu” – frisou Francisco – “é a chave para entender o motivo da recusa”. De facto, sublinhou, afastamos-nos do amor, “não por malvadez”, mas porque se prefere “as seguranças, a autoafirmação, as comodidades”:

“Então reclinamo-nos nas poltronas dos lucros, dos prazeres, de qualquer passatempo que nos faça estar um pouco alegres. Mas deste modo envelhece-se depressa e mal, porque se envelhece dentro: quando o coração não se dilata, fecha-se. E quando tudo fica dependente do próprio eu – daquilo com que concordo, daquilo que me serve, daquilo que pretendo –, tornamo-nos rígidos e maus, reagimos maltratando por nada, como os convidados do Evangelho que chegam ao ponto de insultar e até matar aqueles que levaram o convite, apenas porque os incomodavam”.

Ora, recordou o Pontífice, “Deus é o oposto do egoísmo, da auto-referencialidade”, pois diante das nossas contínuas recusas e fechamentos, “não adia a festa. Não se resigna, mas continua a convidar”:

“Vendo os «nãos», não fecha a porta, mas inclui ainda mais. Às injustiças sofridas, Deus responde com um amor maior. Nós muitas vezes, quando somos feridos por injustiças e recusas, incubamos ressentimento e rancor. Ao contrário, Deus, ao mesmo tempo que sofre com os nossos «nãos», continua a relançar, prossegue na preparação do bem mesmo para quem faz o mal. Porque assim faz o amor; porque só assim se vence o mal”.

Hoje – portanto salientou ainda Francisco – “este Deus que não perde jamais a esperança, nos compromete a fazer como Ele, a viver segundo o amor verdadeiro, a superar a resignação e os caprichos de nosso “eu” susceptível e preguiçoso".

O Papa destaca então, um último aspecto do Evangelho do dia: “as vestes dos convidados, que são indispensáveis”. Ou seja, não basta responder ao convite dizendo sim e basta, “mas é preciso vestir” “o hábito do amor vivido cada dia”, porque “não se pode dizer “Senhor, Senhor”, sem viver e praticar a vontade de Deus. Daí que para o Santo Padre, precisamos de revestir-nos cada dia do seu amor, de renovar a cada dia a opção de Deus”:

“Os Santos canonizados hoje, disse, sobretudo os numerosos Mártires, indicam-nos esta estrada. Eles não disseram «sim» ao amor com palavras e por um certo tempo, mas com a vida e até ao fim. O seu hábito diário foi o amor de Jesus, aquele amor louco que nos amou até ao fim, que deixou o seu perdão e as suas vestes a quem O crucificava. Também nós recebemos no Baptismo a veste branca, o vestido nupcial para Deus.”

“Peçamos a Ele, então, por intercessão destes nossos irmãos e irmãs santos, a graça de optar por trazer cada dia esta veste e de a manter branca”, o que é possível, “antes de mais nada, indo sem medo receber o perdão do Senhor, o passo decisivo para entrar na sala das núpcias e celebrar a festa do amor com Ele”, concluiu dizendo O Papa Francisco.

sábado, outubro 14, 2017

SANTA TEREZA DE JESUS

Dicas simples e eficazes para quem deseja crescer em intimidade com Deus

1.Dirige a Deus cada um dos teus atos; oferece-os e pede-lhe que seja para Sua honra e glória.
2. Oferece-te a Deus cinquenta vezes por dia, e que seja com grande fervor e desejo de Deus.
3. Em todas as coisas, observa a providência de Deus e Sua sabedoria, em tudo, envia-Lhe o teu louvor.
4. Em tempos de tristeza e de inquietação, não abandone nem as obras de oração, nem a penitência a que está habituado. Antes, intensifica-as, e verá com que prontidão o Senhor te sustentará.
5. Nunca fale mal de quem quer que seja, nem jamais escute. A não ser que se trate de ti mesmo. E terá progredido muito, no dia em que se alegrar por isso.
6. Não diga nunca, de você mesmo, algo que mereça admiração, quer se trate do conhecimento, da virtude, do nascimento, a não ser para prestar serviço. Mas então, que isso seja feito com humildade, e considerando que esses dons vêm pelas mãos de Deus.
7. Não veja em você senão o servo de todos, e em todos contempla Cristo Nosso Senhor; assim O respeitará e O venerará.
8. A respeito de coisas que não lhe diz respeito, não se mostre curioso, nem de perto, nem de longe, nem com comentários, nem com perguntas.
9. Mostrai sua devoção interior só em caso de necessidade urgente. Lembra do que diziam São Francisco e São Bernardo: “Meu segredo pertence a mim”.
10. Cumpra todas as coisas como se Sua Majestade estivesse realmente visível; agindo assim, muito ganhará a sua alma.
11. Que seu desejo seja ver Deus. Seu temor, perdê-Lo. A dor, não comprazer na Sua presença, a satisfação, o que pode conduzi-lo a Ele. E viverá numa grande paz.
(Santa teresa D´Ávila)

Retirado do livro: “Orações de todos os tempos da Igreja”. Prof.Felipe Aquino (org). Ed. Cléofas.



sexta-feira, outubro 13, 2017

CAPELA ITINERANTE NOSSA SENHORA APARECIDA


Ela é feita de barro, tem 36 centímetros de altura e pesa 2,50 kg. Mas, não se engane: essa frágil estátua de Nossa Senhora da Conceição Aparecida tem uma força excepcional. Todos os anos, ela recebe uma média de 12 milhões de visitantes em sua casa, o maior santuário mariano do mundo, a 180 quilômetros de São Paulo (SP). Só nesta quinta-feira, o dia em que se comemoram os 300 anos de sua "aparição" no rio Paraíba do Sul por três pescadores, são esperados 200 mil peregrinos.
"Aparecida conquistou o Brasil antes mesmo de existir em nosso país um hino (1822) ou uma bandeira nacional (1889). A santinha foi o primeiro símbolo realmente brasileiro e de alcance nacional", afirma o jornalista Rodrigo Alvarez, autor de Milagres - Histórias Reais sobre Acontecimentos Extraordinários Atribuídos à Intervenção de Nossa Senhora Aparecida (Record), o segundo volume dedicado à padroeira do Brasil.
Se a capela original, inaugurada em 1745, tinha 32 palmos de largura por 76 de comprimento (cerca de sete metros por 16), a basílica hoje ocupa uma área de 72 mil m². É no interior dela que está a principal atração do santuário: a imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, com seu manto azul e sua coroa de ouro - esta, doada pela princesa Isabel, em 1884.
Um dos pontos mais visitados do santuário é a sala das promessas. Lá, romeiros do Brasil inteiro podem deixar fotos e objetos em retribuição a graças alcançadas. Todos os meses, cerca de 18,5 mil itens são doados - de vestido de noiva a foto de miss, passando por caixote de engraxate, placa de carro, luva de boxe e máquina de costura.


Mas, nem só de milagre e devoção é feita a história de Aparecida. O capítulo mais triste foi escrito no dia 16 de maio de 1978, quando Rogério Marcos de Oliveira, de 19 anos, tirou proveito de uma repentina queda de luz para tentar roubar a imagem. O sujeito correu até o nicho, bateu com força no vidro e, depois de quebrá-lo, fugiu em disparada. Perseguido pelos fiéis, deixou a imagem cair no chão.
Na mesma hora, Rogério foi mandado para a prisão e a Aparecida, para o Museu de Arte de São Paulo (Masp). "Mais do que restaurar a imagem, tive que reconstituí-la", conta a artista plástica Maria Helena Chartuni, de 75 anos, que ajudou a dar um final feliz à história que já dura 300 anos.
Uma história com vários detalhes interessantes e enigmas que ainda estão sendo esclarecidos, ou para os quais especialistas têm explicações diferentes. Veja só:

1. Quem batizou a santa encontrada no rio Paraíba do Sul de Aparecida?

Não houve um "batismo" oficial. "De tanto o povo falar em aparecida daqui, aparecida dali, o termo ganhou inicial maiúscula e virou nome próprio", explica o jornalista Ricardo Marques, autor de Nossa Senhora Aparecida - 300 Anos de Milagres (Record). A propósito, não foi a cidade que cedeu o nome para a santa, a exemplo do que aconteceu em Fátima, Lourdes ou Guadalupe, e, sim, a santa que, no dia 17 de dezembro de 1928, emprestou seu nome para a cidade.

2. Como ela foi parar no rio?


Há pelo menos duas hipóteses. A mais provável é que, depois de quebrada, algum fiel tenha se desfeito dela - jogando ela no rio - para evitar mau agouro. "Manter defunto de barro dentro de casa era certeza de maldição", esclarece o jornalista Rodrigo Alvarez, de Aparecida - A Biografia da Santa que Perdeu a Cabeça, Ficou Negra, Foi Roubada, Cobiçada pelos Políticos e Conquistou o Brasil (Globo).
Outra hipótese, menos difundida, sustenta que a escultura, exposta numa capela de Roseira, município vizinho de Aparecida, teria sido arrastada durante uma enchente até o Paraíba do Sul.

3. Quanto tempo a imagem teria permanecido no fundo do Paraíba do Sul?

Difícil saber. Segundo estimativa de Rodrigo Alvarez, "não mais do que cinco anos". Na opinião do jornalista, a imagem pertencia à capela Nossa Senhora do Rosário, de propriedade do capitão José Correia Leite. Muito devoto, Correia Leite teria inaugurado a capela em 1712, cinco anos antes de a imagem ter sido resgatada pelos pescadores nas águas do rio. Já pelos cálculos do padre José Inácio de Medeiros, superior provincial dos padres redentoristas de São Paulo, a santa não ficou cinco anos no leito do rio, mas 50.
"Se a imagem foi esculpida na segunda metade do século 17 e encontrada no início do século 18, calculo que tenha permanecido entre 50 e 70 anos nas águas do Paraíba do Sul", analisa.

4. Quem esculpiu a imagem da santa?

Até pouco tempo atrás, a autoria da imagem era desconhecida. Hoje, acredita-se que tenha sido moldada pelo frei carioca Agostinho de Jesus. "Era discípulo do mais respeitado artesão da época, o português Agostinho da Piedade", elucida a historiadora Tereza Galvão Pasin, autora de Senhora Aparecida - Romeiros e Missionários Redentoristas na História da Padroeira do Brasil (Santuário).
Pelas características da obra, chegou-se a cogitar que a imagem tenha sido esculpida pelo santeiro português. Mas, já no século 20, essa hipótese foi descartada depois de concluírem que Aparecida fora moldada com barro paulista. "A argila usada era proveniente da cidade de Salesópolis, região onde nasce o Paraíba do Sul", explica Padre José Inácio.

5. Os pescadores que encontraram a imagem da santa eram, na verdade, escravos?

É bem provável. A Câmara de Guaratinguetá tinha prometido uma recompensa para quem conseguisse pescar a maior quantidade possível de peixes. A ideia era oferecer um banquete à comitiva de dom Pedro Miguel de Almeida Portugal, que estava prestes a assumir o cargo de governador da capitania de São Paulo e das Minas de Ouro. O futuro conde de Assumar passaria pelo vilarejo de Santo Antônio de Guaratinguetá no dia seguinte, 17 de outubro de 1717, a caminho de Minas Gerais.
Muitos barcos, inclusive o de João Alves, Domingos Garcia e Filipe Pedroso, saíram de um porto particular, na fazenda do capitão José Correia Leite, na vila de Pindamonhangaba, vizinha de Guaratinguetá. Dono de terras e muitos escravos, Correia Leite morreu em 1744.
Em seu testamento, deixou alguns escravos para seus herdeiros. Três deles se chamavam João, Domingos e Felipe. Seria coincidência?
"Sabendo que o capitão era o dono do porto de onde os três homens saíram no dia em que encontraram a santinha, não parece absurdo pensar que Felipe, Domingos e João eram escravos e foram pescar por ordens do homem poderoso que queria agradar ao governador", especula o jornalista Rodrigo Alvarez.
Coincidência ou não, um dos primeiros miraculados da santa foi um escravo, Zacarias, que teria fugido de uma fazenda do Paraná. Ao ser recapturado no Vale do Paraíba, pediu ao feitor para rezar aos pés da santa. Quanto o escravo se ajoelhou, as correntes se partiram, sem explicação.
O padre José Inácio refuta a tese de que os pescadores seriam escravos. "Não há comprovação histórica", justifica. Ele até admite que, naquela época, pescadores eram tão desvalorizados socialmente quanto escravos, mas garante que João, Domingos e Filipe eram homens livres.

6. De quem é a imagem encontrada no rio?

Para o jornalista Ricardo Marques, não há dúvidas: é de Nossa Senhora da Conceição. Foi dom João 4º que, em 1646, promoveu a Virgem Maria ao posto de padroeira de Portugal. "Por essa razão, é provável que o dono da imagem fosse português", acrescenta. O reitor do Santuário Nacional, padre João Batista de Almeida, concorda. E explica o motivo: "É Nossa Senhora da Conceição, sim, porque ela está grávida. Não tem o menino no colo porque o traz na barriga", esclarece o sacerdote redentorista, no cargo desde 2016.

7. A princesa Isabel dizia ter recebido um milagre da santa?

Tudo indica que não. O que se sabe é que Isabel e seu marido, o Conde d'Eu, eram devotos ilustres da santa. Tanto que, vinte anos antes da promulgação da lei Áurea, os dois visitaram a imagem. Casados havia quatro anos, não conseguiam ter filhos. Dezesseis anos depois, o casal regressou à Aparecida. E, dessa vez, levou a prole: Pedro, Luís e Antônio.
Milagre? Não se sabe. Pelo menos não é reconhecido pelo Santuário Nacional de Aparecida como um dos seis milagres históricos. Ainda assim, Isabel presentou a santa com uma coroa de ouro de 24 quilates, cravejada de diamantes.

8. Qual é a cor de Nossa Senhora da Conceição Aparecida? Branca ou negra?

Para alguns, a escultura de barro ganhou seu característico tom escuro por causa do lodo do Paraíba do Sul. "A cor escura foi resultado da ação do tempo e da água do rio", crava o jornalista Ricardo Marques. Para outros, o que teria enegrecido a imagem foi a fumaça das velas do oratório improvisado na casa de Silvana da Rocha Alves, a mãe de João, um dos pescadores.
"Desde que foi encontrada no Paraíba do Sul, em 17 de outubro de 1717, até o dia em que foi transferida para uma nova capela, em 25 de julho de 1745, a imagem foi submetida à fumaça de candeeiros, velas e tochas por 28 longos anos", explica a historiadora Tereza Pasin.

9. A imagem exposta no Santuário Nacional de Aparecida é a mesma que fora encontrada no rio?

Há quem diga que não. Que se trata de uma réplica perfeita da imagem original, guardada em algum cofre a sete chaves. O Santuário Nacional de Aparecida, porém, garante que sim. A imagem exposta na Basílica é a mesma que fora encontrada, trezentos anos antes, nas águas turvas do Paraíba do Sul.
Mas, por medidas de segurança, o nicho é protegido por um vidro à prova de balas e está a quatro metros do solo. Com a exceção da visita de papas, a santa só sai de lá uma vez por ano. Quem cuida de sua manutenção é Maria Helena Chartuni, a artista plástica que a restaurou em 1978. Depois de verificar minuciosamente se a escultura precisa de algum reparo, a imagem é devolvida ao nicho pelo reitor do Santuário.

10. A imagem foi encontrada no dia 17 de outubro de 1717. Por que, então, a festa da Padroeira do Brasil é comemorada no dia 12 de outubro?

Segundo o historiador Leandro Karnal, a escolha pelo dia 12 de outubro não foi aleatória. Ele cita outras datas, como o descobrimento da América (12/10/1492), a aclamação de Pedro 1º como imperador do Brasil (12/10/1822) e a inauguração da estátua do Cristo Redentor (12/10/1931), como prováveis fontes de inspiração para a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
"A data passou a ser uma conexão cívica e religiosa, celebração do catolicismo pátrio, de identidade da fé e do nacionalismo", observa Karnal, autor de Santos Fortes - Raízes do Sagrado no Brasil (Rocco). Desde 1953, o dia da Padroeira do Brasil é comemorado em 12 de outubro. Antes disso, já fora celebrado no primeiro domingo de maio, no quinto domingo da Páscoa, no dia 7 de setembro (Dia da Independência) e no dia 8 de dezembro (Dia da Imaculada Conceição).

Fonte: BBC Brasil















quinta-feira, outubro 12, 2017

SOLENIDADE DE NOSSA SENHORA APARECIDA



A reflexão da proposta celebrativa para a Solenidade de Nossa Senhora Aparecia, neste ano de 2017, tem duas características: histórica e de ação de graças. Enquanto celebração histórica, nós nos aproximamos do conceito teológico-litúrgico da ação "memorial". Neste sentido, não apenas para reativar uma lembrança, mas fazer memória, no sentido de tornar presente, no nosso hoje, a experiência daquele encontro acontecido há 300 anos. Não repetir historicamente o acontecido, porque isso é impossível, mas recordar a mensagem que aquela imagem simples representou para a Igreja que pescava nas águas do Rio Paraíba, no ano de 1717.

Naquele rio, no distante 1717, não foi encontrada uma imagem com as características descritas na 2ª leitura: vestida de sol e com a luz debaixo dos pés. Foi encontrada com a simplicidade da forma feminina e retratada com o rosto simples da Mãe de Deus. Esta é a mensagem memorial que contemplamos e trazemos para o nosso hoje: a simplicidade divina como mensagem para uma nação em crise, em nosso tempo histórico de 2017. É pelo cultivo da simplicidade que encontraremos Deus com a sua paz para nosso povo. É pela simplicidade que se repete o mesmo pedido feito pela Rainha, na 1ª leitura: que o Rei (o Senhor Deus) conceda vida ao seu povo.

Do ponto de vista da ação de graças, o Jubileu encontra-se com seu motivo principal: demonstrar gratidão, dar graças. De fato, todo Jubileu, do ponto de vista Bíblico tem, entre outras, a finalidade de ser um tempo especial de ação de graças. Isso remete ao agradecimento por aquilo que recebemos de Deus através da intercessão de Nossa Senhora Aparecida, a Mãe de Jesus. Nosso ponto de referência ilumina-se no Evangelho desta Solenidade. Da mesma forma como Maria intercedeu a seu Filho, para que considerasse a necessidade dos noivos, o mesmo pedido continuou em todos esses 300 anos de história: a Virgem Mãe intercede pelo nosso povo brasileiro, para que tenha o vinho novo para festejar de modo digno a vida em terras brasileiras. Este é um motivo de grande agradecimento a Deus.

Infelizmente, passamos por um momento muito triste e crítico em nossa história. Mas, quis a Providência divina que o Jubileu dos 300 anos do achado da imagem de Nossa Senhora Aparecida acontecesse num tempo de crise. O Evangelho fala de talhas para a purificação. Foi nestas talhas que Jesus colocou a água para transformá-la em vinho da melhor qualidade. É nas mesmas talhas que podemos colocar a vida da nossa gente para ser purificada de toda raiva, de toda angustia, de tanto sofrimento provocado por políticos e empresários que roubam nossa gente; colocar a vida do povo sofrido nas talhas da purificação, para que purificados do desejo de vingança sejam transformados em promotores da vida de qualidade. Também isso é motivo de ação de graças aliado ao compromisso de renovar o coração pela transformação da presença de Jesus entre nós.

Por fim, um terceiro momento importante do Jubileu: a renovação da vida. Todo Jubileu Bíblico tem entre os principais objetivos a renovação e isso significa também iniciar um recomeço. Recomeçar é retomar a estrada. Mas, como caminhar numa nova estrada? O Evangelho faz esta pergunta a Nossa Senhora e ela responde de modo direto e claro: "façam tudo que ele mandar". É a estrada da evangelização e o modo de evangelizar é fazendo aquilo que Jesus pede para fazer. Pede o que? Que levemos a ele as talhas repletas da vida do povo para renovar o nosso modo de ser brasileiro.

Neste tempo de crise, de tanto sofrimento social, a orientação de Jesus, portanto, continua sendo a mesma: "enchei as talhas" e, logo depois acrescenta: "agora tirai e levai ao mestre-sala". Um rito significativo. Cada talha representa a vida de cada brasileiro; a água é o Evangelho que transforma cada homem e mulher; o mestre-sala é o nosso povo chamado a beber a vida da melhor qualidade iluminada pela luz do Evangelho. Nosso povo é o convidado para a festa, para acolher e beber o vinho bom, guardado para esta grande festa do Jubileu de Nossa Senhora Aparecida.

Com alegria, imitemos o povo de Tiro e levemos à nossa Rainha, a Virgem Mãe de Aparecida, um grande presente: a vida de nosso povo. Entre cantos de festa e com muita alegria ingressemos no Santuário que hoje é a casa de Nossa Senhora Aparecida.













Acolhimento,benção dos objetos litúrgicos e renovação dos compromissos dos novos MESC's investidos no ultimo dia 16 de setembro de 2017 na Catedral de São Sebastião do Rio de Janeiro.