segunda-feira, janeiro 26, 2026

III DOMINGO DO TEMPO COMUM









Meus irmãos e minhas irmãs, quando Jesus soube que João Batista foi preso, Ele não recuou nem se escondeu. Pelo contrário, deu um passo decisivo. Então deixou a Judeia e foi para a Galileia, uma terra misturada, desprezada, marcada por sombras. Ali, onde muitos não esperavam nada de bom, a luz começou a brilhar. Isso já nos diz muito. Deus não foge dos lugares feridos. Ele entra neles e começa exatamente onde a esperança parece fraca.

Além disso, o Evangelho afirma que Jesus foi morar em Cafarnaum, à beira do mar. O mar, na Bíblia, nunca é só água. Ele representa instabilidade, medo, risco. Mesmo assim, Jesus escolhe esse cenário. Com isso, Ele mostra que o Reino de Deus não nasce no conforto, mas no movimento. Não cresce na segurança excessiva, mas na confiança. Onde a vida oscila, ali Deus planta algo novo.

Em seguida, Jesus começa a anunciar uma mensagem curta, direta e cortante como lâmina bem afiada: “Convertei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo.” Não fala de teorias, nem de promessas distantes. Ele fala de agora. O Reino não vem amanhã. Ele chega hoje. Conversão, portanto, não significa só mudar de comportamento. Significa mudar de direção. Parar de andar em círculos e decidir caminhar com Deus.

Logo depois, Jesus passa à beira do mar e vê Simão e André lançando as redes. Eles trabalham. Suam. Repetem gestos antigos. Então Jesus quebra a rotina com uma frase simples e poderosa: “Segui-me.” Ele não explica tudo. Não oferece garantias nem apresenta plano de carreira. Mesmo assim, algo acontece. Eles deixam as redes. Deixam o que seguravam as mãos e também o que segurava o coração.

Mais adiante, o mesmo chamado alcança Tiago e João. Eles consertam as redes com o pai. A cena é bonita, mas Jesus chama mesmo assim. E eles vão. Com isso, o Evangelho deixa claro que seguir Cristo exige escolhas reais. Às vezes, seguir Jesus pede deixar coisas boas, não só coisas ruins. Pede soltar o que é seguro para abraçar o que é verdadeiro.

A partir desse momento, Jesus percorre toda a Galileia. Ele ensina nas sinagogas, anuncia o Reino, além disso, Ele cura toda doença e enfermidade. Palavra e ação caminham juntas, pois O Senhor não fala de um Deus distante: Ele toca, cura, restaura. Onde Jesus passa, a vida se levanta e Ele chega, o peso diminui.

Por fim, multidões o seguem. Pessoas feridas, cansadas, confusas. Nenhuma delas encontra um discurso vazio. Todas encontram sentido. Isso acontece porque o Reino de Deus não cresce por propaganda, mas por transformação. Quando a luz entra, não precisa gritar. Ela simplesmente ilumina.

Portanto, este Evangelho nos provoca com força. Jesus continua passando pela beira da nossa vida. Ele ainda chama, pede conversão, convida a deixar redes que prendem e a segui-lo com confiança. A pergunta não é se Ele chama, mas se nós estamos dispostos a largar o que nos ocupa as mãos para que Ele possa ocupar o coração.
















quinta-feira, janeiro 22, 2026

FESTA DE SÃO SEBASTIÃO








No evangelho Jesus nos fala que se Deus cuida até dos pássaros, cuidará mais ainda dos Apóstolos e de cada um de nós que somos seus filhos.  Por isso Jesus conclui afirmando: “Quanto a vós, até os cabelos da cabeça estão todos contados. Não tenhais medo! Vós valeis mais do que muitos pardais” (v. 30s).  Se Deus cuida dos mais insignificantes seres de sua criação, como é o caso de um humilde pardal, quanto mais se preocupará conosco, seus filhos.

Jesus sabe que o medo é um grande impedimento ao anúncio do Evangelho e, por isso, é necessário que os Apóstolos tenham coragem para superá-lo. Mesmo se a morte vier alcançar o discípulo, por causa do testemunho, não deve ser temida, pois Deus é o Senhor da vida.  O mundo de hoje é um mundo povoado de ameaças por todos os lados, mas quem caminha com Deus não tem medo.  Isso vale para nossa vida de cada dia.  Quem está com Deus não será desamparado.

No final de cada celebração Eucarística diz o Sacerdote:  “Ide em paz e o Senhor vos acompanhe”. E conhecemos ainda aquela nossa frase tão familiar: “Vá com Deus” ou “Deus o acompanhe!”.  Quem caminha com Deus não caminha no escuro, por isso não tem medo.  E o próprio salmista nos ensina a dizer: “O Senhor é minha luz e minha salvação.  De quem terei medo?” (Sl 26,1).

Também não devemos ter medo de dar um testemunho da nossa vida cristã, da nossa fé.  Entre os muitos medos que nos invadem e nos atormentam, um deles é o medo religioso.  São muitos, hoje em dia, os cristãos dominados pela vergonha e são muitas vezes medrosos.  Diante de um ambiente social pouco favorável à fé cristã e inclusive difusamente hostil, uma das tentações mais frequentes do cristão é o medo disfarçado, que se manifesta, por exemplo, em um silêncio cauteloso.

O Senhor não nos promete um caminho fácil.  Não nos promete êxito e sucesso, mas nos anuncia o mesmo caminho que ele próprio percorreu: Contradições, incompreensões, perseguições.  Na realidade, se olharmos bem o caminho de Cristo e como Ele chegou até a morte de cruz, ao sermos perseguidos por sua causa é sinal evidente de que vamos por seu caminho, não pelo nosso caminho; uma vez que Ele mesmo disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (Jo 14,6).  E se quisermos seguir pelo Seu caminho, como Ele nos pediu, é necessário lembrarmo-nos sempre do seu ensinamento: “Se alguém quiser vir comigo, renuncie-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me” (Mt 16,24).

Peçamos ao Senhor o dom da perseverança no seguimento do Cristo para, com coragem e sem medo, demonstrarmos a nossa fé para a sociedade em que vivemos, que tanto necessita do nosso autêntico testemunho. Assim como Maria, que esteve fiel ao seu filho até mesmo no momento da cruz, possamos também nós mantermos a fidelidade a Ele a todo instante.  Assim seja.

















segunda-feira, janeiro 19, 2026

II DOMINGO DO TEMPO COMUM








A liturgia deste Domingo lembra-nos que Deus chama todos os seus filhos a desempenhar um determinado papel no projeto que Ele tem para o mundo e para os homens. Nesse sentido, apresentou-nos a vocação do Servo de Javé, a vocação do apóstolo Paulo e a vocação dos cristãos de Corinto (que é, afinal, a vocação dos cristãos de todos os tempos e lugares). O quadro não estaria completo sem uma referência a Jesus e à missão que o Pai Lhe confiou no seu projeto de salvação. É esse o tema do Evangelho deste dia. No entanto, antes de nos questionarmos sobre a missão que o Pai confiou a Jesus, detenhamo-nos um pouco a olhar para esse fato espantoso e verdadeiramente improvável que é Deus escolher-nos, chamar-nos, enviar-nos, envolver-nos nos planos que Ele desenhou para levar todos os homens ao encontro da vida plena. É verdade: apesar da nossa pequenez, dos nossos limites, da nossa indignidade, Deus conta conosco – com cada um de nós – para concretizar o seu projeto de salvação. Como nos sentimos diante do chamamento de Deus? Como Jesus, estamos dispostos a cumprir o papel que Deus quer confiar-nos no contexto do seu plano salvador?

João Batista, o “apresentador oficial” de Jesus, diz-nos que Jesus é “o Cordeiro de Deus” que veio tirar o pecado do mundo”. O que é que isso significa? Que Deus, irritado com as ofensas que Lhe fazemos, decidiu enviar alguém da sua confiança para nos controlar e para nos impor a sua vontade? Não. Deus não é um ditador cujo programa é restringir a liberdade dos seus súditos; mas é um Pai cheio de amor, um Pai que detesta ver os seus filhos a escolher caminhos que os afastam da felicidade e da vida verdadeira. O pecado não é uma ofensa contra Deus; é uma decisão estúpida nossa, uma decisão que nos leva por caminhos sem saída. O envio de Jesus ao encontro dos homens para “tirar o pecado do mundo”, é a decisão amorosa de um Pai que quer estar sempre ao nosso lado e ajudar-nos a vencer tudo aquilo que nos destrói e nos rouba a vida. Jesus enfrentou precisamente o “pecado do mundo” – o egoísmo, a injustiça, a violência, a maldade – para nos mostrar como devemos viver para ter vida verdadeira. Jesus morreu porque decidiu enfrentar “o pecado”; mas Deus ressuscitou-O e deu-Lhe razão. A ressurreição de Jesus significa a sua vitória sobre o pecado. Nós, esses filhos e filhas que Deus quer salvar, escutamos e acolhemos as indicações de Jesus? Já percebemos que o pecado é “um mau negócio”, uma opção que não ajuda a construir uma vida com pleno sentido?

Apesar da vitória de Jesus, o pecado não desapareceu da história e da vida dos homens. O “pecado” continua hoje a enegrecer o nosso horizonte diário, apresentando-se em forma de guerras, de terrorismo, de corrupção, de injustiça, de indiferença, de exploração dos mais fracos, de tráfico de pessoas, de açambarcamento por alguns dos recursos que pertencem a todos, de destruição da natureza e da criação… Jesus falhou? Não. Jesus disse-nos, em nome de Deus, que o pecado frustra a nossa vocação à vida plena; lutou contra o pecado e mostrou-nos como derrotá-lo. A questão é que nós continuamos a fazer escolhas duvidosas e a preferir seguir caminhos de autossuficiência, passando ao lado de tudo o que Jesus nos veio dizer. No entanto, a nossa missão é continuar a obra de Jesus e lutar objetivamente contra “o pecado” instalado no coração de cada um de nós e instalado em cada degrau da nossa vida coletiva. A missão dos seguidores de Jesus consiste em anunciar a vida plena e em lutar contra tudo aquilo que impede a sua concretização na história. É isso que fazemos? Enquanto discípulos de Jesus, lutamos objetivamente contra os mecanismos de pecado que, por todo o lado, trazem sofrimento e morte à vida dos homens?

João Batista diz-nos também que Jesus é o “Filho de Deus” que veio ao encontro dos homens e que dá testemunho no mundo dessa vida de Deus que O habita em plenitude. A vida de Deus brilha no mundo e ilumina a história dos homens através das palavras, dos gestos, do amor que Jesus partilhou com todos os que com Ele se cruzaram nos caminhos da Galileia e da Judeia, especialmente os pobres, os marginalizados, os pequeninos, os sofredores, os injustiçados. Em Jesus, Deus encontrou-se com os homens e manifestou-lhes a sua bondade e a sua misericórdia. Jesus, quando terminou o seu caminho neste mundo, encarregou os seus discípulos de continuarem a sua obra. Hoje são os discípulos de Jesus que, apesar das suas limitações e fragilidades, têm como missão testemunhar no mundo o rosto de Deus, o coração de Deus, a misericórdia de Deus, a vida de Deus.

Segundo João Batista, Jesus veio “batizar no Espírito”. A todos aqueles que se dispuserem a acolher a sua proposta, Jesus comunica a vida de Deus, a força de Deus, o amor de Deus (o Espírito Santo). Os primeiros discípulos de Jesus fizeram essa experiência no dia de Pentecostes (cf. At 2). Aquele que recebe esse “batismo no Espírito”, passa a viver segundo um dinamismo novo: os seus gestos, as suas palavras e o seu estilo de vida refletem a vida de Deus. O que é batizado no Espírito, renuncia à escravidão do pecado e passa a fazer as obras de Deus. Ser batizado no Espírito corresponde a um novo nascimento. Para nós, este caminho começou no dia em que fomos batizados, o dia em que nos comprometemos a caminhar com Jesus e recebemos d’Ele a vida de Deus. Temos vivido de forma coerente com essa opção? Renovamos em cada dia a nossa decisão por Jesus ou, entretanto, optamos por outros caminhos, outras propostas, outras formas de vida? A nossa vida, as nossas escolhas, os nossos valores, os nossos gestos refletem a opção que fizemos no dia em que fomos “batizados no Espírito”?














segunda-feira, janeiro 12, 2026

BATISMO DE JESUS









Primeiramente, ao celebrarmos o Batismo do Senhor, nós não olhamos apenas para um fato do passado, mas para um mistério que toca diretamente a nossa própria vida. Jesus entra nas águas do Jordão não porque precise de purificação, mas porque escolhe se misturar conosco.

Ele desce onde o povo desce, pisa onde o pecador pisa, entra na fila dos que carregam culpas, dores e esperas. Desde já, Ele nos ensina que Deus não salva de longe, mas de perto.

Em seguida, é importante perceber que aquelas águas comuns se tornam lugar de revelação. O céu se abre, o Espírito desce, e a voz do Pai se faz ouvir. O Jordão vira ponte entre o céu e a terra. Aquele rio simples, marcado por arrependimento e esperança, torna-se cenário da identidade de Jesus. Ali, Deus declara em voz alta aquilo que Jesus sempre foi. Filho amado, escolhido, no qual o Pai encontra alegria.

Depois disso, nós entendemos algo fundamental. No Batismo do Senhor, Jesus não apenas revela quem Ele é, mas também revela quem nós somos chamados a ser. Quando Ele entra na água, Ele consagra todas as águas do mundo.

Quando o Espírito desce sobre Ele, o Espírito anuncia que também deseja habitar em nós. É importante notar que quando o Pai fala, Ele nos lembra que o batismo nos faz filhos, não empregados, não estranhos, não convidados ocasionais, mas filhos de verdade.

Além disso, o gesto de Jesus desmonta nossas falsas ideias sobre poder e grandeza. Ele não começa a missão com aplausos, milagres ou discursos. Ele começa com humildade e se coloca abaixo, não acima. Jesus escolhe a obediência, não o espetáculo. Assim, Jesus nos mostra que o caminho do Reino não passa pela exaltação pessoal, mas pela entrega confiante à vontade do Pai.

Por outro lado, o Batismo do Senhor também nos provoca. Ele nos obriga a perguntar se nós lembramos do nosso próprio batismo. Não apenas da data, da vela ou da roupa branca, mas do compromisso.

Pelo batismo, nós morremos para o pecado e nascemos para uma vida nova, e também deixamos de viver para nós mesmos e passamos a viver para Deus. O mais importante: graças ao batismo, nós recebemos uma identidade que o mundo não pode tirar.

Portanto, cada vez que celebramos o Batismo do Senhor, nós ouvimos novamente a voz do Pai ecoar no silêncio do coração. Essa voz não grita, não acusa, não humilha, mas levanta. Deus continua dizendo a cada batizado: tu és meu filho amado, tu és minha filha amada. Mesmo quando erras, mesmo quando caís, mesmo quando te afastas, essa verdade não muda.

Por fim, o Batismo do Senhor nos envia. Assim como Jesus sai do Jordão para iniciar sua missão, nós também saímos da água para viver a nossa. O batismo não nos isola do mundo, mas nos lança nele. Ele não nos tira das lutas, mas nos dá força para enfrentá-las. Ele não nos promete facilidade, mas nos garante presença.

Diante disso, peçamos a graça de viver como quem sabe de onde vem e para onde vai. Que não esqueçamos que somos filhos antes de qualquer outra coisa. Que não percamos a coragem de caminhar com Jesus, mesmo quando o caminho passa pelo Jordão da dor, da renúncia e da entrega. E que, todos os dias, nossa vida proclame aquilo que o Pai já disse sobre nós: somos dele, e nele encontramos nossa verdadeira identidade.




























sábado, janeiro 10, 2026

SÃO MIGUEL ARCANJO









O Evangelho nos coloca diante de uma cena tensa e reveladora. Sacerdotes e levitas vêm de Jerusalém para interrogar João Batista. Eles não buscam a verdade: querem controle. Eles perguntam quem João é, porque precisam encaixá-lo em categorias conhecidas. Contudo, João não aceita rótulos fáceis. Ele não se promove nem se confunde com a missão. João começa dizendo o que não é, porque só quem sabe quem não é consegue apontar com clareza para quem realmente importa.

Em seguida, João recusa os títulos que o povo espera, não é o Messias e tampouco é Elias. João Batista não é o Profeta, e aqui aparece uma lição espiritual profunda. Enquanto muitos constroem a própria identidade a partir da aparência, do cargo ou do aplauso, João constrói a sua identidade a partir da verdade. Ele não se apropria do que não lhe pertence e não ocupa o lugar de Deus. Ele sabe que a missão não é palco, é serviço.

Depois disso, João finalmente se define. Ele diz ser apenas uma voz. Não a Palavra, mas a voz, nem a luz, mas o eco. Tampouco é o centro, mas o caminho. Essa imagem carrega uma força enorme. A voz existe para desaparecer depois que a Palavra chega. Assim, João ensina que toda vocação cristã verdadeira aponta para além de si mesma. Quando alguém retém a atenção em si, algo já saiu do eixo. Quando alguém conduz ao encontro com Cristo, a missão cumpre seu papel.

Logo depois, João fala do batismo com água e faz um contraste decisivo. Ele batiza externamente, mas outro vem para transformar por dentro. Aqui, o Evangelho nos convida a ir além da religião de gestos e ritos vazios. A água lava o corpo, mas só Cristo renova o coração. A água prepara, mas o Espírito recria. Portanto, João reconhece os limites da própria ação e confia plenamente na obra que Deus realizará através do Filho.

Nesse ponto, surge a frase mais forte do texto. João afirma que, no meio deles, já está alguém que eles não conhecem. Essa afirmação ecoa como um alerta para todas as gerações. Muitas vezes, Deus se faz presente, mas o coração distraído não percebe. Cristo caminha no meio do povo, mas a pressa, o orgulho e a autossuficiência cegam o olhar. O mistério não está ausente; o problema está na falta de atenção espiritual.

Além disso, João declara que não se considera digno nem de desamarrar a sandália daquele que vem. Essa atitude não nasce de falsa humildade. Ela nasce do reconhecimento da grandeza de Cristo. João entende que toda comparação cai por terra diante da santidade do Filho de Deus. Ele ensina que a verdadeira humildade não diminui o ser humano, mas o coloca na verdade. Quem se coloca no lugar certo diante de Deus cresce interiormente.

Por fim, esse Evangelho nos provoca diretamente. Ele nos obriga a perguntar se reconhecemos Cristo presente no meio de nós ou se continuamos esperando um Deus que se encaixe em nossas expectativas. Ele nos desafia a abandonar uma fé feita apenas de perguntas e a assumir uma fé que escuta, acolhe e segue. João não segurou ninguém para si. Ele preparou o caminho e saiu de cena.

Portanto, hoje, o Senhor nos chama a fazer o mesmo. Ele pede que deixemos de buscar protagonismo espiritual e aprendamos a ser voz, caminho e testemunho. Ele convida cada um a olhar com mais atenção, porque Cristo continua no meio de nós, falando baixo, caminhando perto e esperando corações disponíveis. Quem aprende a reconhecê-lo já começa a viver o Reino.