segunda-feira, abril 08, 2013

FONTE DE NOSSA ALEGRIA


Busca de alegria não significa a ilusão de um Eldorado nem evasão da realidade, nem implica fechar os olhos e ouvidos para não ver e não ouvir o imenso mal que pesa nos ombros da humanidade; não quer dizer endurecer o coração para não sofrer e permanecer insensível.
Jesus censurou muitas vezes a “dureza de coração”, que é mal sempre, medicina que em vez de curar torna ainda mais negativo o mal, levando à indiferença e à superficialidade.
Precisamos, pois, ter coragem de aspirar à alegria e sua realização. Jesus ensina-nos o caminho, o caminho das “bem-aventuranças”, que os evangelhos nos trazem.
Eles constituem a “receita” para sermos “bem aventurados”, ou seja, felizes, para que encontremos a alegria: contra as ideologias e orientações do mundo que jamais conseguem dar aquela alegria que todos buscamos, Jesus ensina-nos que a felicidade conquista-se com pobreza, mansidão, anuência à aflição, desejo de justiça, promoção da paz, assim como não fugindo da perseguição e dos contrastes  que eventualmente nossa opção pelo caminho evangélico gera.
A história cristã de vinte séculos garante-nos que tudo o que Jesus propôs haverá de acontecer, instalando no coração alegria profunda.
 Os mártires, santos e todos os que consumiram a vida no amor de Deus e no seguimento de Jesus fruíram de paz e serenidade, de harmonia inatingível de outra forma.
A criatura que mais seguiu Jesus é Maria, sua mãe, não só porque o gerou fisicamente, mas também porque seguiu inteiramente sua proposta. O próprio Jesus deu-nos a mais bela definição de Maria, quando, ao ser avisado de que sua mãe chegara  e estava à sua procura, disse que sua mãe, sua irmã e seu irmão são “quem faz a vontade de Deus”.
Maria é a criatura mais intima de Deus porque ouve sua palavra e a põe em prática. Habita em Maria a alegria. Embora seja muitas vezes venerada como “mãe dolorosa” porque “uma espada lhe trespassou o coração” é ela quem pronuncia na casa de sua prima Isabel o cântico da alegria profética, o Magnificat, exulta no Senhor e constata que “todas as gerações a chamarão bem-aventurada” Lc 1,48
Maria não nos garante riqueza nem bem-estar material, nem sequer boa “carreira” no sentido do mundo, nem ainda tranquilidade: Maria apresenta-se-nos como sinal luminoso do amor de Deus e consequentemente como lugar de alegria e paz verdadeiras, da bem-aventurança quer será definitiva no céu.
Nesse sentido, Maria é causa de nossa alegria. Façamos também nossa essa perspectiva, buscando a alegria onde estamos certos de encontrá-la e encontra-la sempre, alegria que não dependa de nosso estado de humor ou do dos outros nem impeça circunstâncias mais ou menos difíceis e sufocantes: encontraremos a verdadeira alegria pondo sob o reinar de Deus tanto o nosso íntimo como o que nos cerca, aprendendo a dar mais que receber, a amar sem nada esperar em troca, a experimentar sempre em nossos dias a presença beatificante de Deus.

NOSSA SENHORA DOS PRAZERES, NOSSA MÃE QUERIDA
A devoção à Virgem Maria, com o título de Nossa Senhora dos Prazeres, é muito antiga e teve sua origem em Portugal. A mãe de Jesus foi assim chamada para recordar as suas sete alegrias aqui na terra junto de Seu Filho, Jesus. 
Bem antes da última peste que houve em Lisboa, em 1599, uma imagem da Mãe de Deus apareceu sobre uma fonte em Alcântara, na quinta dos Condes da Ilha. Essa fonte começou a ser chamada de "santa" porque sua água passou a curar várias enfermidades. Os condes levaram a imagem para sua casa, colocando-a em seu oratório. No entanto, certo dia a mesma imagem desapareceu do seu lugar para ser encontrada sobre um poço. Nossa Senhora manifesta-se, então, a uma menina, dando-lhe a missão de pedir aos vizinhos e familiares para ali construírem uma capela onde ela fosse venerada sob o título de Senhora dos Prazeres. As pessoas não duvidaram da criança e em pouco tempo a ermida foi erguida. A imagem foi ali depositada e os prodígios começaram a ocorrer.
Nossa Senhora dos Prazeres é a mesma Nossa Senhora das Sete Alegrias, devoção de origem franciscana.

As maiores alegrias ou os maiores prazeres de Maria Santíssima , que foram enumerados por um noviço franciscano, são os seguintes: a anunciação do anjo, a saudação de Isabel, o nascimento de Jesus, a visita dos Reis Magos, o encontro com o Menino no templo, a primeira aparição do Ressuscitado e a sua coroação no céu.
Portugal foi a primeira nação católica a festejar as alegrias de Maria.
No Brasil, Nossa Senhora dos Prazeres é padroeira da catedral e da diocese de Lages (SC), onde sua festa é celebrada em 15 de agosto. Na arquidiocese de Maceió, da qual também é padroeira, a festa é em 27 de agosto. No estado do Espírito Santo, no Santuário de Nossa Senhora da Penha, em Vila Velha, as sete alegrias de Nossa Senhora são comemoradas no domingo da Pascoela. Existem igrejas dedicadas a esta invocação também em Minas Gerais (Diamantina e Lavras Novas) e em São Paulo, na cidade de Piracicaba. O templo mais famoso é o que se situa nos Montes Guararapes, perto de Recife, que foi reformado e embelezado pelos Monges Beneditinos em 1782.
Senhora dos Prazeres, vinde encher de alegria a nossa vida.
Afastai de nós toda espécie de tristeza.
Rogai por nós, que recorremos a vós!
ORAÇÃO
Nossa Senhora dos Prazeres, nossa mãe querida, lembrando-nos de vossas grandes alegrias: a Anunciação do Senhor, a Visita à vossa prima Santa Isabel, o Nascimento do Menino Deus, a Adoração dos Magos ao vosso divino Filho, o Encontro de Jesus no Templo, a Ressurreição de Cristo e a vossa gloriosa Assunção, queremos pedir vossa intercessão por nós e pelas nossas famílias junto a Deus. Que Ele nos livre das doenças e dos perigos, do desemprego e da desunião. Nossa Senhora dos Prazeres, ajudai-nos a sermos bons seguidores de vosso adorado Filho, lendo e refletindo a Bíblia Sagrada, alimentando-nos de Jesus na Eucaristia e participando ativamente de nossa Comunidade. Queremos viver o mandamento do amor para com todos e caminhar em nossa vida dentro da justiça, colaborando para a construção da paz e da fraternidade. Amém.